Opinião

Os empresários, a pandemia e a economia

As empresas são unidades produtivas que garantem o crescimento económico, e nenhum governo subestima o seu papel na criação de riqueza e de empregos.

19/08/2020  Última atualização 00:00

O sector empresarial é sem dúvida o que, em tempo de crise, suscita muita preocupação, sobretudo quando se assiste à falência de muitas unidades produtivas, o que tem consequências nefastas na vida de muitas famílias.
Vive-se no mundo uma crise sanitária de elevada dimensão e gravidade, que obriga governos a exercícios capazes de simultaneamente salvaguardar a saúde pública e evitar que o sector produtivo paralise.
Não se trata de exercícios fáceis de executar, num contexto em que há pouco dinheiro para afectar a muitos problemas. Uma das soluções por que os governos optam é a definição de prioridades, e mesmo assim não tem sido fácil, com os poucos recursos financeiros, estabelecer o que deve estar na primeira linha da execução de políticas públicas.
As crises requerem da parte dos gestores públicos capacidade para, depois de diagnosticada a gravidade dos problemas, se avançar para soluções que venham a resolvê-los, com impacto positivo na vida dos cidadãos, em particular dos mais carenciados, que, no nosso país, são em número elevado.
Os problemas económicos e sociais do país são conhecidos e eles se agravaram com a pandemia de Covid-19, devendo haver perspicácia para os superar. Para tanto, não se pode deixar de fora do processo de retoma da economia, que vai durar muito tempo, o sector empresarial privado, que pode alavancar o sector produtivo, se, nas condições actuais de crise, lhe forem dados os incentivos necessários para levarem a bom porto os seus projectos.
É necessário que se acredite que o empresariado privado nacional seja capaz de operar transformações económicas no país. É importante que se aproveite o conhecimento e a experiência de empresários angolanos para se alavancarem sectores produtivos no campo, onde trabalham e vivem milhões de angolanos.
Os incentivos a dar a empresários angolanos devem ser dados com base em critérios objectivos. Se assim acontecer, veremos no futuro verdadeiros empresários a realizarem acções em prol do nosso crescimento económico.
Que os incentivos estatais à actividade produtiva não sejam dados a indivíduos oportunistas e preguiçosos (identificáveis), que só querem o dinheiro do Estado para fazerem coisas que nada têm a ver com a promoção da economia e com o desenvolvimento.

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