Opinião

Os cidadãos, a Covid-19 e as regras sanitárias

Temos assistido nos últimos tempos à violação constante das regras sanitárias destinadas à prevenção e ao combate à pandemia de Covid-19, nomeadamente na cidade capital, situação que tem suscitado a preocupação, não só das autoridades, mas também de cidadãos, que pedem uma maior fiscalização do cumprimento das medidas de biossegurança em vários sectores da vida nacional.

21/10/2020  Última atualização 12H10

As medidas de biossegurança decretadas pelas autoridades, para nos prevenirmos da Covid-19, destinam-se a proteger vidas humanas, pelo que tudo deve ser feito para travar comportamentos que ponham em causa o trabalho visando evitar o aumento de casos de infecção com o novo coronavírus e mortes.

As imagens de praias cheias que passaram num canal de televisão angolano, numa altura em que estão interditas para banhos, levou muitos cidadãos a reprovar a atitude de muitos dos nossos compatriotas que as frequentam, em desrespeito pela lei, e a exigir que as autoridades tomem medidas necessárias para se pôr fim a esta indisciplina.
As autoridades, em face da gravidade das violações das normas sanitárias de prevenção da Covid-19, não devem condescender com actos lesivos do bem-estar das pessoas.

O Estado tem a grande responsabilidade de, nesta fase de crise sanitária grave, que afecta toda a comunidade, tomar as providências que impeçam que a situação se agrave ainda mais.
Os casos de infecção com o coronavírus estão a aumentar e é importante que os cidadãos tomem disso conhecimento, para se aperceberem da gravidade da situação da pandemia em Angola.

Iniciaram-se as aulas em todo o país, era bom que os professores transmitissem aos alunos informações sobre os procedimentos a seguir em relação ao cumprimento das medidas de biossegurança nos seus bairros.
Sabe-se que os que mais violam as normas de biossegurança são maioritariamente jovens, e havendo estudantes entre estes jovens, nada melhor do que levar as escolas a realizar campanhas de sensibilização para que muitos desses compatriotas deixem de ter comportamentos que possam prejudicar o combate à Covid-19 no país.

Sendo milhares os estudantes que regressam às aulas, é possível fazer com que um número significativo de angolanos acatem, por via da sensibilização nos estabelecimentos de ensino, as medidas de biossegurança, em particular em Luanda, onde se assiste a um maior número de actos de violação das regras sanitárias.
Que todos os angolanos tomem boa nota do apelo da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 para que todos os cidadãos observem as medidas de protecção individual e colectiva orientadas pelas autoridades, no interesse de toda a Nação, nestes momentos difíceis da nossa vida nacional, em que todos temos o dever de contribuir para se pôr fim à crise sanitária.

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