Opinião

Os camponeses e o escoamento dos produtos agrícolas

Dentro de algum tempo, os grandes centros de consumo de produtos agrícolas poderão receber mercadorias em grande quantidade, com a circulação de 500 carrinhas, que hão-de retirar do campo a produção dos camponeses para a sua comercialização em áreas urbanas.

14/06/2021  Última atualização 04H35
Há notícias tristes de que em muitas partes do território nacional os camponeses produzem, mas parte da sua colheita apodrece, porque não têm condições para escoar os seus produtos para os centros de consumo, onde poderiam ter a possibilidade de os comercializar, obtendo lucros que poderiam potenciar a sua actividade produtiva.

 A circulação das 500 carrinhas para escoamento dos produtos do campo, além de permitir que o camponeses ganhem dinheiro com a comercialização da sua produção, fará aumentar a oferta de mercadorias em zonas urbanas, fazendo baixar os preços.

Importa, entretanto, que as nossas vias rodoviárias que ligam os municípios agrícolas aos centros urbanos estejam em condições de permitir uma rápida mobilidade dos detentores das carrinhas que vão escoar os produtos do campo.
Não basta termos viaturas para o escoamento dos produtos do campo. É necessário que haja estradas, mesmo terraplanadas, para evitar que haja obstáculos pelo caminho e o apodrecimento de produtos já mesmo dentro das carrinhas.


 Que o esforço que se faz ao nível da circulação de muitas carrinhas pelo território nacional para escoamento de produtos do campo seja conjugado com operações de construção ou reabilitação de estradas.

 Havendo uma mobilidade eficaz e regular das carrinhas, do campo para as cidades, isso pode gerar empregos, na medida em que, com o aumento da oferta, podem surgir muitos cidadãos interessados em revender os produtos das zonas rurais.
Temos esperança de que este processo de retirada dos produtos do campo para os grandes centros de consumo venha de facto a beneficiar os camponeses, muitos deles já organizados em associações e cooperativas. Era importante que não se subestimasse o que é produzido por associações e cooperativas de camponeses, que reúnem muitas famílias, cuja produção, a ser comercializada rapidamente, haveria de contribuir para o combate à pobreza.

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