Economia

OPV sobre o BAI testa apetite dos investidores

A primeira Oferta Pública de Venda (OPV) projectada pelo Governo para a alienação da participação do Estado no Banco BAI representa um teste ao apetite dos investidores, antes de serem listados outros activos para esse modelo de privatização.

01/05/2022  Última atualização 09H45
Colocação de acções do BAI na Bolsa gera boas expectativas © Fotografia por: DR

Estas declarações foram proferidas pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, à agência especializada em informação económica Bloomberg, numa referência à OPV que é lançada a 9 de Junho sobre a participação de 10 por cento das acções de forma indirecta detidas pelo Estado no Banco BAI.

As ofertas previstas pelo Governo incluem as participações estatais no banco Caixa Geral Angola, a rede de postos de combustível Sonangalp e na TV Cabo Angola, apontou o ministro, anunciando que empresas privadas também devem adoptar o modelo.

"Empresas dos sectores Petrolífero, de Construção e Financeiro também demonstraram interesse em listar acções em Bolsa”, disse Manuel Nunes Júnior, acrescentando que "estão em processo de preparação para garantir que cumprem todos os requisitos regulatórios”.

Segundo a agência, a venda de acções é parte do Programa de Privatizações (PROPRIV), o maior de sempre em Angola, com o qual o Governo submeteu cerca de 195 activos a alienação, num processo que, em parte, visa atrair investidores estrangeiros para diversificar a economia dependente no petróleo.

O Governo optou por vender alguns desses activos em Bolsa para dar maior transparência ao processo, disse Manuel Nunes Júnior, realçando o esforço encetado para que o mercado de acções tenha liquidez suficiente para poder competir com outras bolsas.

O Banco BAI, com apenas 10 por cento das suas acções, avaliadas no equivalente a 97 milhões de dólares, representa a primeira colocação de acções em Bolsa.

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