Política

Oposição apela ao respeito pela opinião contrária

Edna Dala

Jornalista

As formações políticas da oposição com assento no Parlamento apelaram, esta sexta-feira (14), à unidade e respeito pela diversidade e opinião contrária. O apelo foi lançado em conferência de imprensa, na qual estiveram os líderes dos grupos parlamentares da UNITA, CASA-CE e FNLA, além de deputados não integrados em bancada.

15/01/2022  Última atualização 08H40
© Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro
Na ocasião, o presidente do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, reiterou a disposição do seu partido em dialogar com o Chefe de Estado para tratar de questões que têm a ver com "a realização de Angola".

"Queremos sentar com o Presidente João Lourenço porque é o país que está em causa e não os nossos interesses partidários. Deixemos o orgulho de grupos, (pois) somos muito poucos e pequenos demais para colocarmos os nossos interesses pessoais acima", disse o deputado, acrescentando que só se quer uma coisa: "realizar Angola".

O presidente do grupo parlamentar da CASA-CE considerou que "o país vive momentos nebulosos que mancham a política nacional" e que também "podem afectar o processo eleitoral".

"A coligação repudia, veementemente, todo e qualquer comportamento que venha a criar instabilidade social que pode ser o motivo de um pseudo-adiamento da realização das eleições gerais", disse Alexandre Sebastião André.

O deputado aproveitou a oportunidade para reiterar a importância do papel dos jornalistas na sociedade. "É importante que os jornalistas sejam fiéis na retransmissão das mensagens dos políticos", defendeu Alexandre Sebastião, apelando à classe a não colocar em causa a pauta deontológica profissional.
Lucas Ngonda, da FNLA, recordou que Angola sofreu muito e viveu uma das guerras civis mais longas de África. Instou os partidos políticos e o poder instituído a analisar o que está na base das manifestações.

"É normal prender e julgar as pessoas envolvidas nestes processos, porque existe a autoridade do Estado que aplica a lei, mas as questões são muitas vezes de natureza sociológica e devem ser estudadas com o conhecimento de causa", defendeu.

Odete Joaquim, representante do grupo de deputados não integrados na bancada parlamentar, considerou a situação política vigente no país preocupante. Para ela, depois do calar das armas e da paz militar, ficou adiada a paz social.

"Voltemos ao diálogo político, ao debate de ideias, diálogo entre o Executivo e as organizações da sociedade civil para que os problemas existentes encontrem alguma solução e se faça a  auscultação que permita ao Executivo melhorar o sistema", defendeu.

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