Sociedade

Oposição aguarda por palavras de incentivo

A secretária provincial da UNITA, Navita Ngolo, espera ouvir do Presidente João Lourenço palavras de incentivo que assegurem a manutenção do compromisso com a paz e a reconciliação nacional e, principalmente, a continuidade do diálogo com todas as forças vivas da sociedade.

15/10/2021  Última atualização 10H50
Navita Ngolo, secretária provincial da UNITA no Huambo © Fotografia por: DR
Para a dirigente partidária, o Chefe de Estado deve criar uma agenda política e social com a participação de todos os angolanos, para que o país ultrapasse o crónico problema do subdesenvolvimento, da pobreza e da fome.

Navita Ngolo, também deputada à Assembleia Nacional, defendeu a apresentação de planos macroeconómicos exequíveis que proporcionem a estabilidade dos preços da cesta básica, a produção e produtividade da economia, a estabilidade dos empregos e o crescimento económico, aspectos que, no seu entender, estiveram muito distantes nos quatro anos do consulado do Presidente João Lourenço.

Ressaltou que Angola está a viver o sexto ano de recessão económica, com taxas de crescimento do PIB negativas, facto que afecta a renda das famílias. Para a deputada, a melhoria do ambiente de negócios é um dos caminhos cruciais para atrair o investimento estrangeiro.

"É preciso mudar o quadro económico, social e político do país”, apelou, sugerindo a criação de uma "agenda política e social com o concurso de todos”, para que se possa combater a fome e a pobreza.

O deputado da FNLA Lucas Ngonda disse aguardar por novidades do Presidente da República quanto à solução das dificuldades que os angolanos enfrentam. "Estamos à espera de soluções para que Angola possa sair da actual situação difícil, do ponto de vista social”, afirmou.

Para o também deputado André Mendes de Carvalho, da CASA-CE, o Presidente da República deve avançar soluções para que o Orçamento Geral do Estado tenha verbas destinadas ao combate à seca no Sul do país, para atenuar as dificuldades que aquela população enfrenta.

"Se o padre Pio Wacussanga e outros clamam por um Estado de Emergência, por que razão não se declara, se estão a morrer pessoas?”, questionou.

Para André Mendes de Carvalho, o Chefe de Estado deverá olhar, igualmente, para as eleições, pois implicam custos. "Não apenas os custos operacionais mas, também, os custos para assegurar os delegados de lista, sem os quais não há garantias de um registo eleitoral e eleições justas”, referiu.

Para Benedito Daniel, do PRS, o Presidente da República deve apresentar soluções realizáveis, para o país sair da actual situação económica e social. "A inflação galopante, que o país regista nos últimos anos, constitui uma grande preocupação, que aguarda por soluções concretas”, disse.

Juliana Domingos | Huambo
e André Sibi

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