Economia

Operadores recebem crédito para dinamizar escoamento

Domingos Mucuta | Lubango

Jornalista

Os operadores do sector de comércio e distribuição na Huíla receberam, até aqui, cerca de 2,6 mil milhões de kwanzas para dinamizar o escoamento da produção ao nível da província, revelou, no Lubango, o director nacional para a Economia, Competitividade e Inovação.

05/10/2021  Última atualização 08H17
Segmento da Distribuição e Comércio está mais dinâmico com os apoios que são concedidos © Fotografia por: Edições Novembro
João Nkosi passou esta informação sexta-feira última, quando procedia ao encerramento do acto formal de empossamento da coordenação provincial da Associação Angolana de Jovens Produtores (AAJP).

O director nacional para a Economia, Competitividade e Inovação disse que o financiamento contemplou já 19 operadores da Huíla, só atrás de Luanda que ficou com 33 operadores. O investimento global é de 4,2 mil milhões.

Acrescentou que a Huíla, enquanto região com maior número de produtores inscritos no portal de produção nacional, é a segunda a receber o volume mais alto de financiamento. O director nacional para a Economia, Competitividade e Inovação lembrou que a nível nacional 202 operadores ja foram apoiados num financiamento fixado de 16,5 mil milhões.
"A Huíla, com 5.362 produtores no portal nacional, é a que atingiu as metas no âmbito do PRODESI. Esta província tem os dois municípios com maior número de produtores inscritos, chipindo e Cacula”, destacou.

Explicou que, neste mo-mento, oito cooperativas agrícolas da Huíla foram financiadas no valor de 590 milhões de Kwanzas, cujo envolvimento dos jovens é satisfatório. Acrescentou que 268 cooperativas das 290 aprovadas foram financiadas a nível nacional num montante de 6,4 mil milhões de kwanzas. Luanda tem o maior número (18 cooperativas financiadas), no montante de 645 milhões.

O director nacional para a Economia, Competitividade e Inovação afirmou que a meta do ministério de tutela para este ano é financiar mais 100 cooperativas.

No âmbito do microcrédito, metade do pacote previsto de 4 mil milhões de Kwanzas já foi disponibilizado para dinamizar actividades das micro, pequenas e médias empresas em todo o país. Precisou que 237 micro, pequenas e médias empresas da Huíla beneficiaram de microcrédito num montante avaliado em cerca de 407 milhões de Kwanzas.

Apesar disso, João Nkosi manifestou preocupação em relação ao número de telefonemas que recebe de jovens empreendedores da Huíla a pedirem apoios para a remoção de constrangimentos para a emissão de títulos de terra, croquis de localização, alvará e outros documentos.

Lembrou que os serviços do Ministério da Economia e Planeamento e de Apoio ao Crédito estão representados na Huíla através do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e do Gabinete Provincial de Desenvolvimento Económico Integrado.

Apelou aos jovens para desafiarem os responsáveis destes gabinetes no sentido de conferir a disposição para resolver estes constrangimentos e vontade dos mesmos para contribuir para a diversificação da economia nacional. "O sector produtivo é desafiante para a diversificação da economia nacional. Os jovens devem dar sinais de que é possível mudar o rumo do país, por meio do envolvimento na produção e diversificação”, defendeu.


Estágio agrícola


Acordo de parceria foi assinado para possibilitar o estágio de 80 jovens formados no ensino médio e superior na Fazenda AgriKuvango.

O memorando foi assinado pelo presidente da Associação Angolana de Jovens Produtores (AAJP), Gésio Bártolo, e pelo responsável administrativo da Fazenda AgriKuvango. As partes concordam realizar um estágio faseado dos jovens durante três anos para permitir o intercâmbio de conhecimentos e experiências com os engenheiros agrónomos inseridos na Fazenda.

Gésio Bártolo disse que o objectivo do acordo é promover a participação de jovens na dinamização e aumento da produção nacional, bem como fomentar o empreendedorismo e cooperativismo juvenil qualificado.
O estágio visa estimular o surgimento de cooperativas juvenis no interior, para a redução do êxodo rural e promover campanhas de incentivo à participação dos jovens no processo de diversificação da economia, com destaque para o agronegócio.

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