Economia

Operadores assinalam qualidade da reforma

Líderes do sector bancário e economistas consideraram que o Banco Nacional de Angola (BNA) está a juntar elementos qualitativos à reforma cambial iniciada em Janeiro, ao anunciar a instituição da divulgação do seu programa mensal de venda de divisas, iniciado na primeira semana de Setembro.

07/09/2018  Última atualização 07H22
DR © Fotografia por: Presidente do BAI, Luís Lelis, e a académica Laurinda Hoygaard

O presidente da Comissão Executiva do Banco Angolano de Investimentos (BAI), Luís Lelis, afirmou ao Jornal de Angola que a medida do banco central vai conferir maior previsibilidade e credibilidade às instituições financeiras que operam no país.
Luís Lelis sublinhou que a medida junta-se aos aspectos quantitativos da reforma, com os quais a oferta de divisas aumentou e satisfez grande parte da procura. “As intervenções do BNA no mercado cambial têm garantido, nos últimos meses, uma redução significativa do número de pedidos de divisas nas instituições bancárias”, disse.
Segundo Luís Lelis, a lista de clientes que necessitam divisas é menor agora que há oitos meses, o que representa um contexto novo que permite aos clientes planificarem as suas despesas. “Com a introdução da nova política cambial, a taxa de câmbio agora praticada garante um equilíbrio entre a procura e a oferta”, acrescentou.
O responsável declarou ainda que as novas regras do banco central tornam a economia mais formal, cumprindo assim a regulamentação cambial de prevenção e combate ao branqueamento de capitais.
O presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Amílcar Silva, concordou em que o aumento do volume de venda de divisas “demonstra de forma clara que as vendas estão a ser realizadas de forma sustentável face ao orçamento disponível”.
Amílcar Silva disse acreditar “que o BNA está a actuar de forma eficaz e a imprimir uma dinâmica satisfatória para aquilo que são as atribuições do banco”.
A economista Laurinda Hoygaard considera a medida positiva, uma vez que vai satisfazer o mercado, garantindo mais confiança aos agentes económicos. “Esta medida do BNA vai ajudar a implementar os projectos, incluindo no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022”, referiu.
A entrada adicional de divisas no mercado nacional é possível, segundo a economista, graças às acções que têm sido realizadas pelo Presidente da República, como são os acordos de financiamento com instituições internacionais. “Certamente que, com o aumento de divisas no mercado, a aquisição de bens e materiais no mercado externo será concretizada de forma rápida e mais facilitada”, ressaltou.
Laurinda Hoygaard acredita que o sistema de leilões, realizado hoje com maior transparência, confere maior estabilidade à economia e taxas de câmbio mais atractivas para o mercado financeiro nacional. 
O BNA anunciou, há pouco mais de uma semana, que passa a divulgar, no começo de cada mês, uma tabela com a programação da venda de divisas ao longo das quatro semanas seguintes.
Para o mês de Setembro, o banco central programou a venda de 700 milhões de dólares, em oito leilões.

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