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OPEP+ baixa oferta de petróleo em dois milhões de barris diários

JA Online

A redução da produção de petróleo anunciada, nesta quarta-feira, pelo grupo OPEP+ corresponde ao maior corte na oferta desde Maio de 2020.

05/10/2022  Última atualização 22H15
© Fotografia por: DR

Segundo avançam os especialistas da Reuters, a decisão deverá irritar a administração do Presidente norte-americano, Joe Biden, e levar a resposta dos EUA.

A nota enviada aos mercados do Citi, que a Reuters faz referência, explica que a aliança OPEP+, liderada pela Arabia Saudita e pela Rússia, decidiram, em Viena, reduzir a produção de petróleo em dois milhões de barris por dia, o que corresponde ao maior corte na oferta de petróleo desde Maio de 2020.

A decisão foi anunciada à imprensa pelo vice-ministro do Petróleo do Irão, Amir Hossein Zamaninia, no final da  conferência ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e das dez nações produtoras aliadas, entre as quais Rússia, México e Cazaquistão.

O corte anunciado pode motivar uma recuperação nos preços do petróleo, que em três meses baixaram de 120 dólares para os actuais 90 dólares por barril devido aos receios quanto a uma recessão global. Em consequência, o dólar valorizou e as taxas de juro norte-americanas também subiram.

Os EUA têm vindo a pressionar a OPEP a não avançar com os cortes, argumentando que os indicadores não sustentam essa decisão, disse à Reuters uma fonte conhecedora do dossier.

As fontes da Reuters salientam que ainda não está claro se os cortes poderão vir a incluir  reduções voluntárias adicionais por parte de membros da aliança, como a Arábia Saudita ou se levam em conta a actual subprodução por parte do grupo.

A OPEP+ não cumpriu a meta de produção em Agosto em cerca de 3,6 milhões de barris por dia.

"Preços mais altos do petróleo, caso sejam resultado de cortes de produção consideráveis, vão, com toda a probabilidade, irritar a administração Biden” que enfrentará em breve as eleições intercalares nos EUA, indicam os analistas do Citi numa nota divulgada aos mercados.

Assim, complementa o mesmo documento, poderão ocorrer reacções políticas adicionais por parte dos EUA, "incluindo a libertação adicional de stocks estratégicos”.

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