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ONU preocupada com a insegurança no Sahel

O Secretário-Geral adjunto da ONU para África disse, sexta-feira, ao Conselho de Segurança, que o terrorismo e a insegurança continuam a espalhar-se no Sahel, devastando a vida de milhões de pessoas.

21/05/2022  Última atualização 11H20
Região do Sahel deve intensificar esforços para defender e proteger os direitos humanos © Fotografia por: DR
Martha Ama Akyaa Pobee  disse que "os civis são frequentemente as principais vítimas de actos terroristas” e "o sofrimento e as perdas sofridas pelas populações civis nas mãos de grupos terroristas são indescritíveis”, relatou a Reuters.

Numa declaração lida numa sessão especial da ONU, a mesma responsável referiu que "agora, mais do que nunca, os países da região precisam intensificar os esforços para defender e proteger os direitos humanos. "Desenraizar grupos terroristas, que muitas vezes estão profundamente enredados ou inseridos nas comunidades, é um desafio único no Sahel e tornou as operações de combate ao terrorismo imensamente difíceis de realizar”, acrescentou.

A ONU anunciou, ontem, que vai disponibilizar mais 30 milhões de dólares para combate à fome no Sahel, num momento em que a crise alimentar se agrava em muitos países, devido à guerra na Ucrânia e a conflitos internos, para responder a necessidades urgentes no Níger, Mali, Chade e Burkina Faso, elevando o valor total do Fundo Central para Emergências das Nações Unidas dedicado à alimentação naquela região para 95 milhões de dólares até agora, no ano em curso.

Enquanto isso, uma delegação de 16 membros da CEDEAO está desde ontem em Ouagadougou para continuar a sua análise da situação no Burkina Faso, disse o porta-voz do Governo, Lionel Bilgo.

Esta delegação, liderada pela ministra das Relações Exteriores do Ghana, Shirley Ayorkor Botchway, e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou, "é composta por especialistas nas áreas militar, segurança humanitária e política”, disse Bilgo.

O Burkina Faso foi suspenso da CEDEAO desde o golpe que levou o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba ao poder, no final de Janeiro. A Junta estabeleceu um período de transição de três anos antes das eleições, mas a CEDEAO quer que a duração seja reduzida.

Onda de raptos

Um casal italiano, um homem togolês e seu filho foram raptados na região de Sincina, a Leste de Bamako, disseram, ontem, fontes religiosas, que indicaram que as vítimas pertencem à comunidade das Testemunhas de Jeová. A região do Mali, onde as quatro pessoas foram raptadas, fica perto da fronteira com o Burkina Faso, onde homens armados raptaram uma freira norte-americana de 83 anos, a 5 de Abril último. O rapto do casal italiano eleva para oito o número de ocidentais raptados no Sahel Central (Mali, Níger e Burkina Faso).

O último incidente semelhante conhecido, também em Abril, foi o rapto do jornalista francês Olivier Dubois por um grupo filiado na Al-Qaeda, em Gao, no Norte do Mali.

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