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ONU pede rapidez e coordenação a investigadores de crimes de guerra

O relator da ONU para execuções arbitrárias e extrajudiciais, Morris Tidball-Binz, pediu hoje aos investigadores de alegados crimes de guerra russos na Ucrânia que coordenem o trabalho, para acelerar o processo.

16/05/2022  Última atualização 15H15
© Fotografia por: DR
Em comunicado, o relator chileno-argentino saudou os avanços alcançados no processo pela Procuradoria-Geral da Ucrânia, o Tribunal Penal Internacional, bem como pelas iniciativas em curso em países que reconhecem a jurisdição deste organismo, mas recomendou que todos se coordenem para unificar critérios e evitar redundâncias, de forma a evitar o prolongamento do trauma das vítimas.

"Sem essa coordenação, há um risco considerável de sobreposição e duplicação de trabalho, o que prejudicaria a eficácia e eficiência das investigações", explicou o relator da ONU.

Tidball-Binz avisou que as vítimas de alegados crimes de guerra e de crimes contra a humanidade podem aumentar o trauma das vítimas "se estas forem entrevistadas várias vezes por diferentes investigadores".

O perito acrescentou que a identificação digna de restos humanos, "com um tratamento que respeite os seus familiares", é essencial para o desenrolar das investigações, nomeadamente para evitar que muitas pessoas assassinadas sejam consideradas simplesmente desaparecidas durante muito tempo.

"O direito internacional exige que as investigações sejam rápidas, eficazes, completas, independentes, imparciais e transparentes", concluiu Tidball-Binz, que é médico especialista em ciências forenses, direitos humanos e acção humanitária.

Este relator já tinha participado, na década de 1980, na criação do primeiro banco de dados genético para localizar vítimas de desaparecimentos forçados na Argentina, trabalhando directamente com a organização Avós da Plaza de Mayo.

 

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