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ONG acusa Grécia de intimidar activistas que apoiam migrantes

Os activistas que lutam pela protecção dos direitos dos migrantes que chegam à Grécia são intimidados e ameaçados pelas autoridades, denunciou, ontem, a organização Human Rights Watch (HRW), citada pela AFP.

09/10/2021  Última atualização 06H00
Activistas que defendem migrantes sofrem ameaças © Fotografia por: DR
A Organização Não-Governamental com sede nos Estados Unidos analisou 19 depoimentos realizados por activistas durante uma audiência com a relatora especial da ONU para os Direitos Humanos, Mary Lawlor, e que "demonstram um esforço coordenado das autoridades gregas no sentido de retirar o direito às acções dos grupos da sociedade civil sobre migrações”.

A HRW acusa as autoridades gregas de prejudicarem o trabalho através de ameaças e intimidações.
De acordo a HRW, a atitude "hostil” do Governo grego também se manifesta pelos processos judiciais de que são alvo os activistas que, apesar de não serem condenados, são alvo de uma "perseguição” que prejudica o trabalho humanitário na Grécia.

"Ouvi com grande preocupação os relatos dos activistas sobre intimidações, ameaças e ataques físicos por parte de grupos de extrema-direita, além de existir uma campanha de desprestígio contra os defensores de direitos humanos nos meios de comunicação social, supostamente promovida pela Polícia e que incluiu a divulgação de informações pessoais dos activistas, o que aumenta o risco”, disse Lawlor.


  MYANMAR
ONU condena pressão contra civis

As Nações Unidas manifestaram "inquietação” sobre o envio de um grande número de militares para várias regiões de Myanmar, facto que aumenta o receio junto das populações civis birmanesas impedidas de aceder à Internet para comunicar com o exterior.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos admitiu receio pelo envio de contingentes para as regiões do interior de Myanmar (antiga Birmânia) comandados por altas patentes militares.
"Isto representa uma escalada da situação”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, durante uma conferência de imprensa em Genebra.

"Nas últimas semanas” regista-se mobilizações de tropas para as regiões de Kanpetlet e Hakha, o Estado de Chin, assim como para Kani e Monywa, Sagaing e para a região administrativa de Gangaw, no Estado de Magwe.  
"Nós estamos particularmente inquietos com estes desenvolvimentos, sobretudo em relação à intensidade dos ataques militares nestas regiões, tendo-se registado já assassinatos, buscas e destruição de casas através do fogo”, disse Shamdasani.

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