Política

OMS pede que África se prepare para o pior

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou a África para “acordar”, face à ameaça do novo coronavírus, sublinhando que o continente deve preparar-se para o “pior”.

20/03/2020  Última atualização 12H47
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“O melhor conselho para a África é preparar-se para o pior, a partir de agora”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, quar-ta-feira, durante uma conferência de imprensa virtual citada pela Reuters.

Anteriormente, a secretária executiva da Comissão Económica da ONU para a África (CEA), Vera Songwe, alertou para os riscos de penúria de medicamentos e alimentos no continente africano, por causa do coronavírus.
Em entrevista ao jornal francês “Le Monde Afri-que”, a camaronesa ao serviço da ONU explicou que um estudo recente, feito pela instituição que dirige, indica que, este ano, o crescimento vai baixar.
“Em 2020, o crescimento económico africano vai baixar de 3,2 para 1,8 por cento, essencialmente por causa das interrupções nas relações comerciais”, explicou.
África importa quase 94 por cento de medicamentos, 55 por cento dos quais da Europa, cinco por cento da China, além dos 70 por cento de bens alimentares de primeira necessidade, argumentou. Em África, referiu, as infecções do coronavírus passaram de 60 para 300 casos confirmados.
Calcula-se que em 2020, o OGE da Nigéria, cujo petróleo representa 91 por cento das exportações e que previa a venda do baril a 57 dólares, perca 19 mil milhões de dólares.
Da lista constam também a Guiné Equatorial, onde o petróleo representa 96 por cento das exportações e 38 por cento do PIB, bem como a Líbia e o Gabão, que dependem do crude e não investiram na diversificação das economias.

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