Economia

Oleoduto é considerado “absoluta prioridade” pelo Governo zambiano

O Governo zambiano reputa de “absoluta prioridade”, a retoma das discussões técnicas com Angola, para o estabelecimento de um acordo definitivo que viabilize a construção de um oleoduto ligando os dois países.

25/11/2021  Última atualização 07H25
Embaixador de Angola (à esquerda) e o ministro zambiano © Fotografia por: DR
Isso mesmo foi declarado pelo ministro da Energia da Zâmbia numa audiência concedida, ontem, ao embaixador de Angola, um encontro em que o dignitário zambiano também expressou a intenção do seu Governo de trabalhar "intensamente” para que a ideia do "canal” seja uma realidade.
Chibwe Capala solicitou a Azevedo Francisco que, ainda esta semana, voltem a sentar-se, desta feita, com a presença dos operadores privados, seleccionados pelo seu Governo, no quadro da estratégia para a construção do oleoduto.
A construção de um canal subterrâneo que transporte combustível líquido e gás, de Angola para a Zâmbia, no curto prazo, é a grande esperança do país vizinho para equilibrar os preços destes dois produtos fundamentais para a economia.
No entanto, comentadores locais referem-se à necessidade de uma maior partilha de informação à volta do projecto, para que outros "players” intervenham no processo e surja um melhor acompanhamento público.
Missões de ambos os lados já cruzaram a fronteira várias vezes para falar do oleoduto, mas, consideram os fazedores de opinião, o assunto continua bastante reservado.  Um orçamento preliminar para a construção do oleoduto, tendo como ponto de origem, em Angola, o Porto do Lobito, indica valores a rondar a casa dos cinco mil milhões de dólares. Porém, especialistas na matéria referem que este montante representa apenas uma cifra indicativa, uma vez que os estudos técnicos definitivos não foram, ainda, concluídos.
Chibwe Capala lembrou que a Zâmbia compra os derivados de petróleo, como combustíveis e gás, em mercados asiáticos, nomeadamente o da Arábia Saudita.

"O primeiro impacto do oleoduto será a redução dos custos destes produtos no mercado zambiano e isso interessa a todos nós”, referiu o ministro da Energia da Zâmbia. Na audiência, o embaixador Azevedo Francisco descreveu o estágio da implementação dos vários acordos oficiais rubricados entre os dois países, no sector da Energia. Além de apelar à materialização dos referidos acordos, o diplomata enfatizou o interesse de Angola em ver concretizada a ideia do "canal”, devendo ser marcada, para breve, uma reunião do grupo técnico, para relançar as negociações.

Angola e Zâmbia projectam ser, igualmente, interconectas às redes eléctricas das regiões Leste e Oeste de Angola e Zâmbia.

O negócio envolve o fornecimento de energia eléctrica da Zâmbia a Angola, numa altura em que, de acordo com o ministro de Energia da Zâmbia, o seu país está a produzir energia além da capacidade de consumo.  

A Smart Energy, uma em-presa de direito zambiano que opera com capital e tecnologia alemã, lidera o projecto que visa electrificar vastas regiões do Leste de Angola.

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