Economia

Óleo de palma absorve 30 milhões de dólares por mês

Angola importa dez mil toneladas de óleo de palma por mês, em aquisições que em Janeiro deste ano envolveram 29 milhões de dólares das reservas cambiais angolanas e 30 milhões em Fevereiro, variáveis que os produtores nacionais encaram como uma oportunidade para liderar esse mercado.

04/07/2020  Última atualização 22H39
DR © Fotografia por: Aquisições no estrangeiro atingem dez mil toneladas por mês

As informações foram prestadas pelo presidente da Associação Nacional de Café, Cacau e Palmar de Angola, João Ferreira, que considera que a substituição da importação de óleo de palma à escala, pode resultar na poupança de divisas, criação de emprego e rendimentos.

João Ferreira apontou, contudo, os desafios que os produtores nacionais têm de enfrentar para absorver essa fatia do mercado, como é o facto de a produção de palmar ainda não ser feita de forma massiva, ocorrendo “de forma esporádica e desordenada, com palmeiras de difícil colheita e sem observância de pressupostos técnicos”.

De acordo com João Ferreira, a melhor opção é abandonar os métodos tradicionais em que se processa a produção e modernizá-la, com novas técnicas de cultivo, bem como a introdução de variedades melhoradas. Além disso, a produção do palmar pode ser associada a outras culturas, como é o caso do café, sobretudo a variedade Robusta, servindo de sombreamento dos cafezais.

O Cuanza-Norte é das províncias que mais produz óleo de palma, a par do Zaire, Bengo e Cuanza-Sul, embora a produção seja artesanal, particularmente nos municípios de Cazengo, Golungo-Alto e Gonguembo. Na fazenda Rogério Leal, em Cambambe, produzem-se palmeiras que dão dendém em menos de um ano, havendo 120 mil mudas para plantar em cinco mil hectares. Outras serão vendidas pelas administrações municipais para incentivarem o cultivo do palmar e a produção de óleo de palma, anunciou João Ferreira, que solicitou que os produtores elaborem projectos bancários para a obtenção de crédito.

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