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Oficial superior da Polícia condenado à morte na RDC

Um tribunal militar da República Democrática do Congo (RDC) condenou, quinta-feira, à morte um alto dirigente da Polícia pelo papel no assassínio, em Junho de 2010, de um destacado activista de direitos humanos Floribert Chebeya e o motorista deste, Fidèle Bazana.

14/05/2022  Última atualização 07H20
República Democrática do Congo © Fotografia por: DR
Segundo informações recolhidas pela AFP, o tribunal condenou à morte o comissário superior Christian Ngoy Kenga Kenga, comandante do batalhão Simba na altura do acontecimento.

As acusações que o tribunal deu como provadas incluíam assassínio, deserção e desvio de armas e munições. Outro dos arguidos no processo, Jacques Migabo, foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio e foi demitido da Polícia, decisão igualmente imposta a Kenga Kenga. Um terceiro arguido, sobre quem pendia a acusação de deserção foi absolvido.

A sentença contra Kenga Kenga vem na sequência da condenação à morte, em 2011, de quatro polícias pelo assassínio do activista, embora o envolvimento de funcionários de alto escalão na cadeia de comando fosse sempre suspeito.

Chebeya, que liderou a organização de caridade The Voice of the Voiceless ("Voz dos que não têm voz”) - uma das maiores organizações de direitos humanos na RDC -, era um crítico do Governo, razão pela qual recebeu várias ameaças de morte durante 20 anos.

O corpo do activista foi encontrado em Junho de 2010 no interior da sua viatura perto da capital, Kinshasa, depois de se dirigir à sede da Polícia para se encontrar com o então chefe da Polícia Nacional congolesa, John Numbi. O motorista, Bazana, foi dado como desaparecido e a sua morte foi posteriormente confirmada.

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