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Obras em Caculo-Cabaça retomam o curso normal

André Brandão| Ndalatando

As obras de construção da barragem de Caculo-Cabaça, comuna do São Pedro da Quilemba, município de Cambambe, província do Cuanza-Norte, maior projecto energético do país, retomaram, domingo, depois de cinco dias de interdições, devido ao incidente que envolveu trabalhadores e efectivos de segurança.

01/06/2022  Última atualização 10H55
© Fotografia por: DR
De acordo com o director do projecto, Augusto Chico, os trabalhos decorrem com normalidade, enquanto se intensificam os procedimentos de investigação criminal e a instauração dos respectivos processos judiciais. 

Acrescentou que notou-se a ausência de alguns funcionários nacionais, ao passo que os expatriados estão completos.

Segundo  Augusto Chico, a empresa apoiou os funerais dos trabalhadores que perderam a vida nos confrontos. 

Gaspar António, irmão mais velho de uma das vítimas, confirmou que o enterro do seu parente se realizou, domingo, com o apoio da empresa.

Já o regedor do Alto Dondo, o soba Miguel António, familiar de outro falecido, apelou ao bom senso entre as partes e repudiou a vandalização feita por alguns empregados, uma vez que poderiam seguir o caminho do diálogo. " A greve não se faz com desordem, a conversa é a melhor via para se chegar a um bom entendimento”, disse.  

De recordar que,  por volta das 9 horas do dia 25 de Maio do ano em curso, no interior do referido projecto hidroeléctrico,  ocorreu um acto de vandalização de bens patrimoniais, com realce para oito viaturas, geradores eléctricos, material de escritório, frigoríficos, cabos eléctricos, portas e janelas.

Um comunicado da Polícia Nacional dá conta que o acto foi protagonizado por um grupo de trabalhadores insatisfeitos, alegando incumprimentos dos pontos do caderno reivindicativo, apresentado à entidade patronal, a empresa chinesa CGGC CHINA GEZHOUBA GROUP COMPANY LIMITED.

Já no dia 26, o grupo de trabalhadores insatisfeitos continuou com a rebelião, tendo vandalizado as instalações e atacado fisicamente os cidadãos chineses que se encontravam no local.

O comunicado acrescenta que, perante o cenário de confrontação, as forças destacadas no terreno, depois de esgotarem todas as técnicas para a contenção dos ânimos e, devido à grande moldura humana, foram envolvidas pelos manifestantes, munidos de objectos contundentes, facto que motivou a utilização de armas de fogo, tendo alguns disparos atingido oito cidadãos, dos quais dois morreram, um no local e outro no Hospital Josina Machel, em Luanda.

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