Cultura

Obras de Paulo Kapela em mostra itinerante

Francisco Pedro

Jornalista

Sete obras do artista plástico Paulo Kapela integram uma exposição colectiva itinerante que passa, a partir deste mês, por nove cidades do Brasil, além de Santiago, no Chile, e Paris, capital da França.

18/04/2022  Última atualização 13H30
Obras de arte do Mestre Kapela podem ser apreciadas no Centro Cultural Vale Maranhão © Fotografia por: DR

A mostra, promovida pela Fundação Bienal em parceria com várias instituições brasileiras, começou dia 12, no Centro Cultural Vale Maranhão, e na Casa do Maranhão, na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão.

Em São Luís, a exposição permanece durante dois meses, e consta do programa de mostras itinerantes da 34ª Bienal de São Paulo, realizada no ano passado, sob o tema "Faz escuro mas eu canto”.

As obras de Paulo Kapela estão representadas pela colecção angolana Hall de Lima, seleccionadas em Setembro de 2021 pelos coleccionadores Nuno Pimentel e Cremilda Hall Liam, aquando da realização da Bienal de Arte de São Paulo.

Além das obras de Kapela, a mostra integra trabalhos de Alice Shintani, Arjan Martins, Daniel de Paula, Deana Lawson, Frida Orupabo, Neo Muyanga, Noa Eshkol, e Tony Cokes, Beatriz Santiago-Muñoz, Daiara Tukano, Frida Orupabo, Gustavo Caboco, Jaider Esbell, Paulo Nazareth, Uýra e Victor Anicet.

A exposição estará patente nas cidades Campinas, Belo Horizonte, Brasília, Campos do Jordão, São José do Rio Preto, Belém, Fortaleza, Juiz de Fora, Santiago (Chile) e Paris (França).

Paulo Kapela morreu em Novembro de 2020 por Covid-19, meses antes de ser distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, atribuído pelo Governo angolano. As obras da mostra itinerante estiveram na 34ª Bienal de São Paulo, que decorreu de Setembro a Dezembro de 2021. Não têm título e evocam motivos vários, como natureza social, política, espiritual e religiosa, sob a técnica de desenho, colagem, pintura sobre cartão, tela e papel.

Por outro lado, em 2021, a Bienal de São Paulo completou 70 anos de existência, enquanto a Fundação, 60 anos. Por esse motivo, no mês passado, foi lançado o livro de ensaios "Bienal de São Paulo desde 1951”. A publicação é composta por 30 ensaios de autores diversos como Abílio Guerra, Lula Wanderley, Francisco Alambert, Regina Teixeira de Barros, Glaucia Villas-Boas, Isobel Whitelegg, entre outros.

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