Política

Obras da nova centralidade do Bengo ficam concluídas em Junho deste ano

José Bule e Edvaldo Lemos

Jornalistas

Um total de mil residências está a ser erguido, desde Dezembro último, numa área com 20 hectares, no bairro Bucula, comuna das Mabubas, município do Dande, no âmbito do projecto de construção de nova centralidade, na província do Bengo, autorizada pelo Presidente da República por meio do Despacho nº 54/21 de 29 de Abril.

16/01/2022  Última atualização 06H50
A província do Bengo conta, actualmente, com a Centralidade do Capari © Fotografia por: DR
Segundo o documento, o Estado deverá desembolsar 182,9 milhões de dólares norte-americanos, acrescidos de USD 4,5 milhões para o contrato de fiscalização. Na quarta-feira, 12, a governadora do Bengo, Mara Quiosa, visitou a obra de construção da Centralidade de Bucula, que além de serviços sociais como posto médico, posto policial, jardim-de-infância e centro infantil, vai comportar apartamentos do tipo T3, incorporados em edifícios de três a quatro pisos.

Na ocasião, a governadora agradeceu ao Presidente da República pelo seu empenho pessoal, para que o projecto se tornasse realidade. "Viemos aferir a responsabilidade do Governo no que diz respeito à atribuição do espaço, e isso já foi feito. São cerca de 20 hectares para acomodar a nova centralidade”, disse a governadora.

Acrescentou que, no local, já foram realizados os trabalhos preliminares, como a desmatação da área e a abertura da plataforma. De acordo com a governadora do Bengo, a questão da habitabilidade e da casa própria foi sempre uma questão muito sensível, principalmente para a juventude da província.

Mara Quiosa sublinhou que uma das grandes realizações na obra vai prender-se com as redes técnicas, devido à necessidade de ir buscar a energia e água em outros bairros. "Mas o empreiteiro garante que é uma questão que já está a ser tratada, para também beneficiar o novo hospital, que está a ser construído aqui próximo da centralidade”, realçou.

Avançou que os serviços sociais estão devidamente acautelados. A Centralidade de Bucula vai ter uma escola para acolher alunos do Ensino Primário e outra para o I Ciclo do Ensino Secundário, além de ganhar um posto médico e um posto policial.

"Também teremos aqui serviços de lojas, para acautelar as questões comerciais. Caso não haja constrangimentos, a primeira fase poderá estar concluída dentro de seis meses”, calculou. As obras de construção da Centralidade de Bucula estão a cargo da construtora israelita Kora Angola, e a FFB tem a missão de a fiscalizar. "Queremos acreditar que, quando tivermos essa centralidade concluída, vamos minimizar os constrangimentos de falta de habitação na nossa província do Bengo”, referiu.

A província do Bengo conta, actualmente, com a Centralidade do Capari, desenvolvida numa área de 90,5 hectares, concebida para 4.000 apartamentos e albergar cerca de 24.000 habitantes.


Construção do novo hospital geral

Dentro de 12 meses, a província do Bengo vai passar a contar com um novo hospital geral, que terá uma capacidade de internamento para 200 camas. Orçado em cerca de 63 milhões e 180 mil dólares norte-americanos, os trabalhos de construção da nova infra-estrutura decorrem há seis meses, numa área de seis hectares, no lado oposto ao terreno onde está a ser erguida a Centralidade de Bucula.

No Despacho nº 53/21 de 26 de Abril, o Presidente da República autoriza a construção do novo Hospital Geral do Bengo, formaliza o ajuste directo, e dá, também, o aval ao contrato de fiscalização da empreitada.

Além de garantir serviços de internamento médico, urgências, pediatria, imagiologia, hemoterapia, maternidade, consultas externas, cirurgia, ortopedia, farmácia, ambulatório, internamento psiquiátrico, entre outros, distribuídos em 24 blocos, o contrato de empreitada do hospital prevê, também, o apetrechamento de todas as áreas de trabalho.

Na visita à obra do hospital, a governadora Mara Quiosa destacou a inclusão de um bloco operatório, para atender doentes com necessidades de hemodiálise. "Estamos muito satisfeitos por saber que, dentro de pouco tempo, teremos aqui uma unidade de saúde de grande envergadura. Os trabalhos estão avançados e, por essa razão, acreditamos que, até Março do próximo ano, a obra poderá ficar concluída”, perspectivou.

De acordo com a governante, depois de concluídas as obras, o hospital vai contribuir para que hajam melhorias significativas no funcionamento dos serviços de saúde a nível da província do Bengo. "O novo hospital vai garantir maior qualidade no atendimento médico e medicamentoso às populações locais. Por isso a expectativa é grande.

Temos, na província, outras unidades de saúde, que já não conseguem dar resposta positiva à demanda de pacientes que procuram por uma melhor assistência”, reconheceu. O director de obras da Nora África, empresa que executa os trabalhos, avançou que neste momento, os trabalhos estão acima de 15 por cento de execução física, e a estrutura de betão está quase concluída.

"Estamos agora a realizar trabalhos de preparação da estrutura metálica, que já chegou à obra, enquanto aguardamos pela outra parte na próxima semana. Portanto, os trabalhos decorrem dentro dos planos”, disse Nuno Pereira. A  província do  Bengo  conta com 97 unidades sanitárias, sendo  seis   hospitais  municipais, dois  hospitais  gerais, 26  centros e 63 postos de saúde.


Ponte do Quirindo

Ainda na comuna das Mabubas, a governadora do Bengo, Mara Quiosa, constatou, no mesmo dia (quarta-feira), o andamento das obras de construção da ponte sobre o rio Quirindo, que devem ficar concluídas em Março. Os trabalhos, avaliados em 298 milhões de kwanzas, decorrem desde Setembro do ano passado. Com duas faixas de rodagem, a nova ponte de betão terá 50,2 metros de comprimento e 9,2 de largura, para facilitar a circulação de pessoas e bens na zona.

"Trata-se de uma obra de subordinação central, que deverá estar concluída em Março deste ano”, confirmou a governadora, para acrescentar que a infra-estrutura é de grande importância para os moradores do bairro, que produzem
grandes quantidades de tomate, cebola, batata-doce, e outros alimentos agrícolas ao longo da margem do rio.

Neste momento, sublinhou, atravessar o rio à canoa constitui a única alternativa que a população encontra para chegar até à cidade de Caxito. "Os habitantes enfrentam muitas dificuldades. Mas logo que resolvermos o problema da ponte, ficará tudo resolvido”, garantiu.

O projecto de construção da ponte, cujo grau de execução física é de 69 por cento, é da responsabilidade do Ministério das Obras Públicas, através do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA). O mesmo está a ser executado pela empresa Sinohidro, enquanto a Goldenhill fiscaliza a empreitada.

"Estamos expectantes para ver essa obra concluída, no máximo, até Março, por considerarmos ser importante para a população que habita do outro lado da margem do rio, e enfrenta inúmeras dificuldades para se movimentar de um lado para o outro”, lamentou.

O director provincial do INEA, Fernando Ribeiro, explicou que a ponte só não foi lançada no princípio deste mês de Janeiro, devido às constantes alterações climáticas e de outros grandes obstáculos, como é o caso das rochas encontradas no subsolo.

"Mas, apesar disso pensamos que, até Março, a obra estará concluída. Do ponto de vista técnico está tudo favorável. As coisas estão a correr no bom sentido. O empreiteiro está a trabalhar dentro dos prazos”, destacou o engenheiro Fernando Ribeiro.

No local decorrem, nesta altura, trabalhos de cofragem dos "encontros” do lado direito e da armação do lado esquerdo da ponte, para que ao longo da próxima semana seja possível aplicar o betão.

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