Opinião

O sector privado, o papel do Estado e a crise

O Presidente da República, João Lourenço, voltou a reiterar ser necessário que Angola tenha um sector produtivo privado robusto, para que tenhamos uma economia em constante crescimento.

25/11/2019  Última atualização 09H32


Em declarações proferidas numa reunião com homens de negócios na província do Cuanza-Sul, João Lourenço transmitiu a ideia de que o Estado não se vai substituir ao sector privado, que, em sua opinião, deve reocupar “o seu lugar e venha ocupar o espaço que é seu”.
O Presidente da República pretende um empresariado privado dinâmico , capaz de, segundo suas palavras, “fazer acontecer” e de ocupar “o lugar número um”, limitando-se o Estado a exercer o papel de regulador da actividade económica.
João Lourenço sempre defendeu que o Estado não deve ser o principal empregador, até porque tem poucos recursos financeiros para absorver muita mão -de -obra, e terá querido na reunião com empresários angolanos no Cuanza -Sul incentivar os que no sector privado realizam actividades produtivas a serem ousados e a procurarem caminhos que levem à revitalização da produção de bens e serviços.
Os empresários são em todo o mundo conhecidos pela sua disponibilidade para correr riscos, envolvendo-se em negócios de diversa natureza e que podem ser benéficos para a sociedade. As empresas são parte indispensável da vida económica. Os empresários são agentes económicos incontornáveis e eles podem constituir-se em grandes impulsionadores da actividade económica, em particular no nosso país, que atravessa um período de crise .
Neste momento de crise, importa que o sector privado seja empreendedor e faça as opções que, por um lado, o levem a maximizar lucros e, por outro, ajudem a resolver problemas como o desemprego .
O Estado tem feito a sua parte , produzindo normas reguladoras da actividade económica para prevenir injustiças, num contexto de concorrência , e criando incentivos diversos que possam levar o sector privado a sair rapidamente do estado de letargia.
Pretendemos todos que o país tenha um empresariado privado forte para estar alinhado com o processo de crescimento económico. Muitas empresas atravessam entretanto dificuldades financeiras, havendo necessidade de a banca comercial estar disponível para participar de todo o esforço que se faz para sairmos da crise, concedendo crédito às unidades produtivas que dele precisem para concretizar os seus projectos produtivos. Os bancos comerciais são também chamados nesta hora difícil por que passa o país a dar a sua contribuição , por via do financiamento de actividades económicas, em condições em que todos ganhem. As crises são superáveis. Não vamos viver permanentemente em crise. Os problemas hão-de ser resolvidos, mas, para tanto, temos de ser nós a pensar nas melhores soluções para sairmos da situação em que nos encontramos.
Temos de confiar na capacidade dos nossos empresários para se envolverem, por via dos seus negócios, na construção de um país com elevados níveis de produção de bens que podemos produzir internamente. O aumento da produção interna é necessário para a satisfação de muitas necessidades dos angolanos. E podemos criar condições para que esse aumento ocorra. Que haja pois empreendedorismo e muita vontade de ajudar o país a progredir.

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