Opinião

O renascer da esperança para Luanda

O ex-ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, é o novo governador da província de Luanda, em substituição de Ana de Carvalho, que chefia um novo departamento do Executivo: o Ministério do Ambiente.

22/09/2022  Última atualização 06H10

Nomeado na sexta-feira da semana passada, e empossado na última segunda-feira, Manuel Homem assume o governo de uma província sempre difícil de dirigir, devido aos problemas que ainda enfrenta, destacando-se o do saneamento básico, dificuldade no fornecimento de energia eléctrica e água potável, sobretudo na periferia, bem como nos transportes públicos.

O jovem governador - completa 42 anos em Novembro - está consciente da missão que tem pela frente e já tem uma ideia do que deve fazer numa primeira fase, para uma melhor prestação de serviços: a reestruturação do Governo da Província da Luanda (GPL), com a realização de acções que levem conforto e melhorem as condições de vida e de habitabilidade.

No acto de troca de pastas com a antecessora, Ana de Carvalho, Manuel Homem reconheceu que os luandenses querem obras efectivas, que tenham impacto humano e social, daí que defenda a reestruturação do GPL, que passa pela criação de um novo modelo de governação para a província, desde logo menos descentralizado.

O novo inquilino do "Palácio da Mutamba” sugere que se pense num modelo de prestação de serviços públicos que dê mais autonomia aos municípios e distritos, para que eles próprios atendam as necessidades locais dos cidadãos.

Para tal, Manuel Homem compromete-se a trabalhar com todos. Os cidadãos também serão envolvidos na resolução dos problemas, pois "quem é dono da província não pode ser excluído do processo de tomada de decisão”.

Mas como o sucesso das políticas públicas depende, em grande medida, da qualidade e perfil dos recursos humanos, o novo governador de Luanda pediu aos colaboradores comprometimento com o trabalho. Deixou uma recomendação aos administradores municipais: "precisam de entender que os seus cargos não são uma janela de oportunidade para práticas menos criteriosas, mas sim uma forma de facilitar as políticas públicas para servir o cidadão”.

Em nosso entender, Manuel Homem deixa um aviso de que quem não estiver comprometido com a missão que lhe foi ou está incumbida será preterido.

Por tudo o que Manuel Homem disse e tendo em conta o facto de ser jovem, parece estar a renascer uma nova esperança em dias melhores para Luanda.

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