Opinião

O regresso às aulas

O regresso às aulas, hoje, ao nível do Ensino Geral representa um desafio e ao mesmo tempo uma necessidade, independentemente das vozes discordantes, mais cépticas sobre a pertinência de se retomarem as aulas e outras, mais optimistas, que defendem que a vida deve seguir o seu curso normal, sem prejuízo pelas medidas relativas ao controlo sanitário.

17/01/2022  Última atualização 06H00
Trata-se de uma medida acertada em função da realidade concreta de Angola, numa altura em que o foco das autoridades passa  pela massificação da vacinação, agora com as atenções viradas para escalões etários mais jovens.
Saudamos a difícil decisão das autoridades angolanas, com a retoma das aulas, que deverá, como todos esperamos, ser complementada com o aumento da consciencialização sobre o papel das vacinas e a respectiva adesão. 

As famílias, as escolas e demais entidades deverão, nesta altura em que o país assiste à retoma das aulas,  promover a necessidade e a urgência de as pessoas aderirem ao processo de imunização porque, como se diz, apenas com as doses completas seremos capazes de lidar com doença.
Como repetidas vezes tem feito referência o ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, as pessoas que aderiram às primeiras doses devem, com urgência, voltar para completar as porções requeridas.
Relativamente às exigências das instituições escolares para que os estudantes e outros utentes tenham acesso com os comprovativos das doses, em função do Decreto Presidencial, somos de opinião de que as famílias devem aderir sem reservas para que os menores sejam imunizados.
Se necessário e se possível, inclusive para evitar os aglomerados e atrapalhação dos progenitores, que sejam  criadas equipas móveis de vacinação para as escolas ou  um mecanismo através do qual o processo de vacinação dos menores estudantes seja melhor organizado.
Quanto às outras medidas, é verdade que as nossas escolas não têm todas as condições criadas para o reinício das aulas e dificilmente teremos reunidas todas as variáveis que permitam aulas no quadro de biossegurança completamente assegurado. Logo e conhecendo a realidade na maioria das escolas públicas do Ensino Geral, não é realístico condicionar o reinício das aulas à criação das condições esperadas.
Vamos arrancar com as condições que temos, acautelando determinadas situações ali onde seja possível, e reportando sempre às autoridades competentes situações passíveis de análise, de tomada de medidas e acompanhamento. 
O importante é aderir às vacinas, não recear, nem alimentar estórias infundadas sobre efeitos colaterais que supostamente desaconselhariam a toma da mesma. É preciso que as pessoas sejam instadas a aderir às vacinas nos casos em que registem eventualmente efeitos adversos não hesitem em contactar as entidades competentes.  

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