Cultura

O país examinado por intelectuais de craveira

É lançado amanhã, as 16 horas, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, o livro “Angola 45 anos: o político, o social, o económico e o cultural – entre balanços e perspectivas”. Trata-se de uma obra colectiva organizada e coordenada por Elisabete Ceita Vera Cruz, coadjuvada por Carlos Mariano e Yuri Quixina. A edição é da Mayamba. Os autores dos artigos são conhecidos intelectuais angolanos, dos mais destacados nas respectivas áreas do conhecimento. Como o título logo elucida, trata-se uma retrospectiva dos 45 anos de independências nos mais diferentes sectores. Como tal, o livro deveria ser lançado no ano passado, o que não aconteceu por causa do eclodir da pandemia da Covid-19 e das medidas restrictivas adoptadas pelas autoridades. Mas permanece absolutamente actual, pelo que recomenda-se vivamente a sua leitura. O Jornal de Angola faz, aqui, o pré-lançamento da obra através da publicação de alguns trechos

26/09/2021  Última atualização 10H13
© Fotografia por: DR
Os organizadores:

"Os 45 anos de independência surgem como pretexto e uma excelente oportunidade para se reflectir sobre o País. Pensar (o) País. Em conjunto. E, claro, sob diferentes perspectivas. Porque o 11 de Novembro é a efeméride maior do nosso calendário, 45 Novembros depois, um balanço se impõe.


O balanço possível de um país que em 45 anos triplicou o número de habitantes e cuja população é maioritariamente jovem e feminina, como em todo o continente africano. Com os seus 30 milhões de habitantes, e mais qualquer coisinha, Angola tem inúmeros desafios, nomeadamente estruturais, vulgo básicos, como são os casos do acesso à água, à saúde, à escola, da formação e qualificação de professores, das estradas, da criação de emprego, sem esquecer a auto- -suficiência alimentar. Outros tantos se colocam, que as eleições de 2017 deram visibilidade, de que a corrupção é timoneira, mas que não se esgotam aí.


45 anos da história recente de um país independente, Angola. 45 anos de uma Angola que se fez país após anos de provação, de lutas, de resistências.


45 anos de construção de um país cujo futuro se constrói diariamente. 45 anos de aprendizagem, de vitórias e derrotas. 45 anos de liberdade, de memórias, de sentires e viveres de um país e de um povo recheado de outros tantos, que viveu uma revolução, que se fez e se constrói diariamente. Uma revolução que se desdobrou em tantas outras – revolução política, económica, social, cultural, de mentalidades. Uma revolução de que as mudanças, nem sempre as desejadas e desejáveis, são território fértil para o registo, em livro, que não somente compila o que de mais importante se passou segundo os autores dos textos, mas também dá a conhecer outras dimensões pouco conhecidas, quantas vezes desconhecidas, desse passado. Sem "grupices ou clubismos”, sem facciosismos ou vedetismos, contrariando o atavismo muito presente em alguns sectores do nosso País, nomeadamente nas universidades, pretendeu-se que os participantes reflectissem não somente sobre o passado, mas também sobre o presente...”In "Apresentação”

Carlos Mariano Manuel:

"... Apesar de muito haver sido feito no decurso dos últimos 45 anos, subsistem muitos topónimos ofensivos à História da resistência secular aos invasores, de todos os povos aglomerados no vasto território de Angola.”
"Realmente, não é apenas obsoleto mas é igualmente ofensivo à memória dos heróis e mártires vitimados ao longo da luta secular de extinção do colonialismo, continuar a glorificar os símbolos de que se serviram os colonos para perverter a História a seu favor, construir a sua dominação cultural e impor a dita supremacia racial, que se repercute até aos tempos hodiernos sob diversos matizes nos Estados pós-coloniais, como o é a República de Angola.”
In "Alguns Aspectos do Legado Histórico dos Impérios Coloniais aos Estados Soberanos Pós-coloniais: O Caso da Toponímia em Angola, 45 anos Após a Conquista da sua Independência”


Paulo de Carvalho:
"Neto lutava contra a opressão e contra o opressor colonial. Mas o poeta não pretendia substituir este poder colonial por um outro, com as mesmas características ditatoriais, segregacionistas e opressoras. O poeta vislumbrava uma Angola onde o cidadão via respeitados os direitos políticos, os direitos civis e os direitos sociais”
In "Liberdade, Angolanidade e Direitos de Cidadania em 6 Poemas de Agostinho Neto”  


Carlos Feijó:
 "A História do ensino do Direito Administrativo começa a mudar de feição no ano lectivo de 1984-1985, com a vinda para Angola do Professor Inácio Fonseca Costa, a quem foi atribuída a cadeira de Direito Administrativo. Este insigne mestre revolucionou o programa de Direito Administrativo ao adaptar em Angola, então um país de orientação socialista, o programa da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, introduzindo matérias como a teoria do acto administrativo, o contrato e regulamento administrativos; ao mesmo tempo que leccionava o princípio da legalidade socialista.”

"Na verdade, o retrato do conhecimento científico do país revela o estado e a cultura do saber em Angola: a pouca exigência; a pouca preparação; a cultura do "deixa andar”; da autoridade (do chefe, do professor, do mais velho); da fé que as coisas mudarão por milagre; da oralidade; da falta de debate e contraditório.”

"Na coordenada da longitude, olhando para a qualidade e propósitos: a universidade não pode ser vista como um liceu grande. Ela tem de ser vista como um ambiente de criação de conhecimento científico teórico e prático, de ponta, exigente, de qualidade; onde deve haver transmissão e criação de conhecimento de forma biunívoca e não apenas de forma escolástica e unívoca como eram as práticas já abandonadas pelos melhores exemplos: os alunos não podem ser encarados como meros receptores de conhecimento; devem participar na criação de conhecimento; sendo de todo aconselhável uma actualização de métodos pedagógicos e da avaliação dos quadros docentes.”

"Em particular, o ensino jurídico angolano vive neste momento vários tipos de crises que o afectam, temos uma crise funcional desdobrada em crise do mercado, crise operacional, crise de identidade e legitimidade dos operadores. Temos ainda uma grave crise curricular: o quê se ensina? Os alunos como é que aprendem e o que apreendem dos conteúdos constantes no plano curricular? Uma crise didáctica pedagógica, uma crise administrativa, e ao mesmo tempo uma crise estrutural, um paradigma político teleológico do ensino do Direito e também uma crise do paradigma epistemológico, i.e., uma crise sobre o conteúdo programático, os curricula, ensinado nas faculdades de Direito nacionais.”

"A universidade e a faculdade têm aquilo a que eu denomino uma tarefa pública titulada que não se confunde com uma tarefa estadual, mas decorre da própria tarefa estadual: a universidade é a dimensão organizadora e de desenvolvimento da liberdade da criação científica, cultural ou de outra natureza, não deve ser vista como a extensão de um Ministério; terá que ter autonomia porque a qualidade do ensino está intimamente ligada à sua autonomia. A Faculdade ou Universidade que não tiver autonomia organizativa, de docência e de ensino não pode ter sucesso.”

In "Espreitando o Ensino do Direito pela Janela da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto”
 

Edgar Valles:

"Nos 45 anos da Independência de Angola, urge reflectir sobre o que correu mal, o que correu muito mal neste já longo período, em que também houve coisas boas.”

"Confessamos que, até há pouco tempo, considerávamos impensável ter a oportunidade de expressar aos leitores angolanos a nossa reflexão sobre este tema, pois a era das trevas parecia não findar.”
In "O 27 de Maio: Em Busca da Verdade Histórica”  



Constança Ceita e Manzambi V. Fernando:

"Um dos problemas que se apresenta como obstáculo para a materialização dos programas socioeconómicos para o desenvolvimento de África é a não consideração dos factores histórico-culturais.”

"Na realidade, os direitos costumeiros baseiam-se na valorização da terra, que deve estar presente nos projectos agrícolas, de modo a que se apliquem os elementos culturais às operações técnicas que exigem conhecimentos endógenos, cujo impacto pode ser determinante para o sucesso dos projectos.”

"Devemos apostar no homem que tem a capacidade de aplicar os seus conhecimentos e técnicas fundamentadas na realidade do seu meio de convivência histórico-cultural.”

In "Um Olhar Atento aos Factores Histórico-Culturais no Plano de Desenvolvimento de Angola (1975-2020) - Qual é o Lugar, no PND, dos Factores Histórico-Culturais no Domínio Agro-Pecuário?”



Fernando Pacheco:

"Ao contrário do que é frequentemente veiculado através do senso comum e ao arrepio do que diz a ciência, não é um dado adquirido que a agricultura angolana tivesse sido um modelo de virtudes antes da independência.”

"Fruto do investimento na investigação promovida pelo poder colonial a partir do início dos anos 60, que permitiu um melhor conhecimento científico do território e da sua população, sabia-se já então que a agricultura angolana é afectada por frequentes irregularidades climáticas responsáveis por notórios factores de risco, e que a propalada fertilidade dos solos não passa de um mito, pois a maioria deles (cerca de 70%) são ácidos ou arenosos.”
In "Na Luta Por Direitos: Difícil Mas Não Impossível”


Yuri Quixina, Mariano Quissola e Silvestre Francisco:

"A sucessiva alteração de planos e, mesmo, de responsáveis de organismos económicos (Ministério das Finanças; Ministério do Planeamento e Banco Nacional de Angola) dava a indicação de que o modelo estava a falhar, quer pela guerra quer pela ausência de uma abordagem integrada das medidas e muitas limitações às tentativas de reforma económica, como pela deficiente e fraca compreensão dos conceitos económicos básicos e a uma preferência instintiva pelo dirigismo que confluíram numa confusão conceptual e numa articulação incoerente”.

"Criou-se um modelo em que o sector público é o maior cliente do sector privado, tornando o sector privado num sector público camuflado.”
In "Economia de Angola”
 
Jonuel Gonçalves:
"... No caso de Angola, 45 anos ainda representam curto prazo.”
"Um rápido balanço dos 45 anos de caminho para construir o Estado angolano, aponta para uma grande lentidão. As estruturas político-administrativas foram preenchidas com perfil ainda marcado pela ineficácia, enquanto a economia não saiu do modelo colonial extrativista. Culturalmente, os avanços verificados são mais produto de iniciativas sociais ou mesmo individuais que de políticas públicas de apoio e estímulo.”

"A partir das eleições de 1992, Angola entrou numa segunda fase pós-colonial, embora a guerra tivesse retomado em virtude da recusa da UNITA em aceitar os resultados dessas eleições, sem ter produzido provas da fraude que alegava. Foi um grande recuo na construção do Estado com a agravante de perda de 23% do PIB só no ano de 1993, resultante das destruições causadas pela nova fase da guerra, a mais brutal de sempre.”
In "45 Anos de Longa Transição”


Isaac Paxe:
"Na Primeira República (1975-1992), o sistema educativo, por um lado, foi fundamentalmente influenciado por um carácter político e "ideológico” que partia da visão de partido único, legitimando, com isso, um certo poder que nega o outro – o diferente politicamente falando.”

"Na Segunda República (1991/1992-2010), registou-se uma alteração da perspectiva de organização política do sistema educativo, com o ensaio da democracia, e verificou-se que Angola aderiu às definições educacionais, modelos e padrões normativos internacionais estabelecidos pelas Organizações Internacionais como a UNESCO, UNICEF e pela CPLP, onde Portugal ocupa um lugar de destaque.”

"Nascida da ruptura com a realidade colonial e da colonialidade, da escola em Angola, esperava-se que partisse do questionamento dos princípios da educação colonial, e subsequentemente operacionalizar uma educação para as pessoas Angolanas, nas suas condições antropológicas, sociais e políticas.”

In "Angola 1975-2020: 45 Anos de Peregrinação no Direito à Educação”


Carlos Alberto Masseca:

"Depois da realização das eleições de 1992, assistiu-se a uma rápida degradação do SNS e dos indicadores de saúde como consequência do reinício do conflito armado, o SNS que, a partida, já tinha muitas fragilidades tais agravaram-se com: Migração dos profissionais de saúde do interior para o litoral e dos municípios para as sedes provinciais devido à degradação e destruição de unidades sanitárias. No final do conflito armado, 80% da rede sanitária encontrava-se degradada ou destruída, como se não bastasse, com o baixo nível de financiamento público, escassez de medicamentos e equipamentos e uma quebra acentuada dos principais indicadores de saúde, principalmente, o aumento da mortalidade materna e infantil. Neste período, as ONG’s nacionais e internacionais tiveram uma grande importância na assistência às populações.”

In "Angola 45 anos de Independência e 45 anos do Serviço Nacional de Saúde”  
 
Elisabete Ceita Vera Cruz:

"Em 1975, os jovens angolanos tinham a abnegação, a disponibilidade, o trabalho, o bem comum, o amor à pátria como prioridades e como valores comuns. Tinham a vida para d(o)ar à pátria.”

"Volvidos 45 anos, o País mudou. E os jovens de ontem são os adultos, os mais velhos de hoje. Os jovens de hoje são os filhos e netos dos jovens de 1975. Os jovens de hoje serão um reflexo das mudanças ocorridas, dos novos tempos. Nem melhores e nem piores, que os de ontem. Outras serão as disponibilidades, as expectativas e as prioridades...”
 
"... Os jovens foram ganhando terreno, mercê do número crescente que acede à universidade. E o descontentamento também foi crescendo, ainda que globalmente de forma envergonhada. À "boca fechada”, por causa da "lei da rolha”, o mal-estar social e económico vai criando fendas, mas sempre abrindo caminhos. Os anos que antecedem as últimas eleições, realizadas em 2017, são de crise.”

"O ano de 2017 dá início a uma nova etapa no calendário e, com as comportas abertas, os jovens vêm-se mostrando cada vez mais exigentes, interventivos e destemidos.”

"A resposta ao desemprego constitui, neste momento, o grande problema e desafio na governação de João Lourenço. A pandemia veio complicar ainda mais as anunciadas reformas e, para além do contingente já existente, aos desempregados de ontem juntam-se os da pandemia aumentando, consideravelmente, o exército de desempregados. E descontentes.”
In "Angola Jovem: Revisitando os Jovens de Ontem, Interpelando os de Hoje”



Ermelinda Liberato:

"... Os dados, e sobretudo a realidade, revelam que a situação da mulher ainda é muito  precária e que a desigualdade permanece como um dos principais desafios a ultrapassar.”

"Mais do que decretos, precisamos de medidas afirmativas que impulsionem e fortaleçam a luta pela igualdade na sua essência, ou seja, não só entre os sexos, mas igualmente dentro do mesmo sexo. A pretensa igualdade de oportunidades tem-se revelado um cliché de aparência. Isto porque não são as leis que ditam o nosso comportamento, mas sim a maneira como somos educados.”

In "Angola 45 Anos de Independência: O Género no Feminino e a Luta pela Igualdade”


Silva Candembo:

 "A materialização do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, apodado de "Girabola” pela fértil imaginação do insigne radialista Rui Óscar de Carvalho, foi obra colossal, atendendo ao contexto da época. É que, o País estava a braços com uma guerra de agressão movida a partir da Namíbia pelo exército regular da África do Sul racista e com uma guerra interna, igualmente cruenta, protagonizada pela rebelião armada. E, ainda assim, a prova tocou todas as províncias, inclusive o Cunene, o Kwando Kubango e a Huíla, principais alvos dos bombardeamentos da aviação sul-africana.”
"Tendo vivido mais de metade dos anos da sua independência em guerra, a história do desporto angolano é, em si, uma verdadeira história de heroísmo.”

In "A Melhor das Embaixadas de Angola Foi o Desporto”


João Bapista Nzatuzola:

"As pirâmides de idades nunca são simétricas. Em primeiro lugar, nascem mais rapazes do que raparigas fazendo com que a base de uma pirâmide de idades seja sempre maior do lado masculino do que do lado feminino. Em segundo lugar, a mortalidade, que é o factor mais relevante na explicação da redução dos efectivos, é sempre mais preocupante no sexo masculino do que no feminino. Consequentemente, à medida que avançamos, a superioridade dos efectivos começa a diminuir, entre 20 e 30 anos de idade a importância dos sexos é igual e nos últimos grupos etários o sexo feminino tem sempre um maior volume populacional do que o masculino”.

In: "Angola 45 Anos: Olhar Sobre Alguns Desafios Sócio-Demográficos”


Albino Carlos:

"O semba é a manifestação rítmica representativa da angolanidade.”

"A música angolana é o espaço performativo que possibilita que o angolano trabalhe a sua identidade nacional, permitindo explicar ou compreender a forma de ser e estar dos angolanos na medida que privilegia as suas próprias lógicas cognitivas, as suas memórias e vivências.”

"Povo que não tem dúvida na existência do sobrenatural é o povo angolano. Ele canta e dança as sua crenças e superstições em todas as línguas e em todos os ritmos e toadas.”
In "O Papel da Música no Forjar da Angolanidade”  

David Capelenguela:
"Quarenta e cinco anos passados da proclamação da independência nacional da República de Angola é indiscutível afirmar que a literatura angolana é uma das mais pujantes produzidas no universo da língua portuguesa.”
"Em Angola assiste-se hoje e cada vez mais o surgimento dos chamados grupos ou movimentos de estudos literários, em que jovens universitários ou não, organizam-se e procuram a seu jeito estudar teorias da literatura e dar voz ao seu modo de pensar e encarar o actual contexto da literatura Angolana. Grupos como Lev`Arte, Movimento Litteragris, Associação Literária dos Jovens de Cazenga, Poetas e Trovadores da Vila Alice entre outros, podem ser identificados como os de que nos estamos a referir.”

In "Angolanidade Literária: O Mar Como Enunciação Épica da Sua Estética (Breve Panorama)”
 
Vatomene Kukanda:

"... Para as línguas nacionais de Angola, todo o trabalho relacionado com a parte fechada (gramática) já foi feito. Ficou (...) por se tratar da parte aberta (léxico), isto é, a actualização do seu conteúdo à realidade do momento.”

"O problema de Angola é que a maioria das pessoas que dificultam o desenvolvimento e a implementação das línguas nacionais não conhece bem essas últimas. Portanto, é necessário saber que sem desenvolvimento das línguas nacionais, não há desenvolvimento nacional no seu todo. Angola já deu passos extraordinários no que diz respeito ao desenvolvimento das línguas nacionais. Será que a nossa estratégia, como País, é dar ‘um passo a frente e recuar três passos’?”

"Não é necessário fazer mais uma longa apologia para uma utilização efectiva das línguas nacionais. Muitos ignoram que, por exemplo, o Kimbundu já foi a língua da elite de Luanda com jornais publicados nessa língua, nos séculos passados. Mesmo a armada, vinda do Brasil, para libertar Luanda da ocupação holandesa, falava Kimbundu.”
In "Reflexão Sobre as Línguas Nacionais”


Ziva Domingos:

"Apesar do Executivo Angolano ter em sua posse uma política cultural quase clara e coerente, a grande questão reside na sua implementação.”

"Se bem que os Museus Angolanos jogaram nos anos 1990 um papel determinante na procura da coesão nacional oferecendo muitas actividades de educação e animação cultural, infelizmente a partir dos anos 2000, apesar do clima de paz e dos recursos à sua disposição, a qualidade da oferta educativa em quase todos os museus baixou.”

In "A Revisão da Estratégia de Implementação da Política Cultural Angolana: Um imperativo para a promoção da socialização do conhecimento e do desenvolvimento sustentável”

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