Opinião

O pagamento dos atrasados e a revitalização da produção

Sabe-se que um dos grandes problemas das empresas privadas que operam em Angola é a falta de financiamento das suas actividades produtivas, que se deveu, em grande medida, ao não pagamento dos fornecimentos de bens e serviços que prestaram ao Estado, o que obrigou muitas unidades de produção a despedir trabalhadores, em virtude da incapacidade de continuar a honrar com os seus compromissos.

06/01/2020  Última atualização 09H00

O Estado, ao tomar a decisão de pagar os atrasados da dívida a empresas, vai fazer com que haja um aquecimento da actividade produtiva, com ganhos para a economia real ( de bens e serviços), prevendo-se que venha a ser criado um número considerável de postos de trabalho.
O combate ao desemprego no país passa pelo funcionamento regular das empresas, que neste momento precisam de dinheiro para relançar a sua produção. O Estado, ao despender verbas para pagar os atrasados, pretende certamente fazer com que o sector empresarial privado venha a cumprir o papel de maior empregador.
A despesa pública com os atrasados é necessária e inadiável, pelo impacto na economia neste momento de crise, e espera-se que nos próximos tempos venhamos a sentir os resultados positivos da revitalização da actividade empresarial em todo o país. O Estado deve ser um promotor do crescimento económico, evitando, por exemplo, atrasos excessivos no pagamento das dívidas para com empresas privadas com as quais contrata.
A maximização do lucro por parte das empresas privadas é benéfica para a actividade económica, de modo a que haja uma constante criação de postos de trabalho. A saúde financeira das empresas, de qualquer dimensão, repercute-se positivamente na sociedade, proporcionando rendimentos para as famílias, que, por sua vez, vão poder consumir, o que é bom para o sector empresarial.
Uma atenção particular deve ser dada a pequenas e médias empresas que sejam credoras do Estado, pois elas existem em elevado número no país, pelo que faz todo o sentido que se priorize o pagamento de atrasados àquelas unidades produtivas, que podem absorver muitas pessoas que procuram emprego.
O novo ano começou e todos temos esperança de que o Estado vai finalmente honrar os seus compromissos, no interesse de todos quantos, por via da actividade empresarial, podem contribuir para a diversificação da economia, desejada por todos nós.
O Estado, tem-se dito, é uma pessoa de bem, pelo que deve enveredar por acções que conduzam os angolanos a uma vida digna. É elevada a taxa de desemprego no país, com reflexos negativos nas famílias, que sentem grandes dificuldades para satisfazerem até necessidades básicas.
O pagamento dos atrasados a empresas pode vir as constituir o início de um processo de revitalização progressiva da economia, devendo o Estado no futuro criar mecanismos para que não se cometam os erros do passado e tornando mais eficaz o Sistema Integrado de Gestão Financeira.

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