Opinião

O novo Ano Lectivo

Amanhã, com maior ou menor dificuldade, arranca mais um Ano Lectivo, na versão actual, referente ao período 2021-2022, que vai servir para renovar desafios aos docentes, discentes, gestores escolares, instituições públicas e privadas, bem como aos encarregados de educação.

31/08/2021  Última atualização 08H05
Os preparativos do ano que agora  começa, foram antecedidos de um conjunto de passos por parte das entidades que superintendem o Sector da Educação. Entre as iniciativas, preparatórias do Ano Lectivo 2021-2022, figuraram o Seminário de Capacitação dos professores, um pressuposto importante para que os "homens do giz" sejam refrescados para melhor ministrarem e dominarem os meandros do processo de Ensino e Aprendizagem. Ao lado da formação contínua do corpo docente, urge igualmente aprimorarem-se os mecanismos de acompanhamento e supervisão, através da inspecção escolar para que nos certifiquemos todos da trajectória qualitativa do nosso ensino.
Os encarregados de educação precisam de desempenhar o papel que lhes cabe, enquanto parte do eixo triangular que envolve a ligação aluno-professor-encarregado de educação, variáveis relevantes para o sucesso de quem ensina e de quem aprende.Foi salutar ouvir a ministra da Educação  falar sobre os esforços que foram feitos para acautelar a recorrente maka da escassez de manuais escolares, quando fez referência de gastos acima dos 10 mil milhões de kwanzas com a produção dos mesmos. A  expectativa generalizada é a de que tenhamos manuais que, em princípio, vão servir para suprir grande parte da procura por parte dos estudantes e encarregados de educação.
Ainda assim, vale notar que existirão sempre pessoas que vão pro-mover a venda ilegal de manuais pelas ruas e mercados, num verdadeiro desafio às autoridades que, publicamente, assumiram que os livros escolares não são para serem comercializados.A fiscalização deve funcionar para que, além das palavras segundo as quais os "manuais não são para serem vendidos", haja alguma imposição para o cumprimento do que está legalmente declarado pelas autoridades.Não faz sentido que se declare que os livros escolares sejam gratuitos e ao mesmo vermos expostos nas ruas e mercados, a serem comercializados, contra todas as expectativas.
Um outro desafio que deve ser levado a efeito é a redução do número de crianças fora do Sistema Escolar, sobretudo ao nível do Primeiro Ciclo e do Ensino Primário, uma realidade que continua a preocupar por todo o país.O número de salas de aulas e de carteiras, para responder aos desafios de cada Ano Lectivo, continuam ainda inversamente proporcionais ao número de crianças que se apresentam para iniciar a vida escolar.É verdade que esses números já foram colossais e que, de ano para ano, há reduções significativas, mas que, ainda assim, precisam de continuar a baixar para bem do processo de inclusão e cobertura abrangente da Educação para todos.

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