Opinião

O impacto do digital

A migração das empresas para o espaço digital e a expansão deste campo no que aos negócios dizem respeito é uma realidade crescente em todo o mundo, numa altura em que numerosas economias já fazem contas do impacto do digital no crescimento do Produto Interno Bruto.

19/01/2022  Última atualização 10H06
 Embora estejamos no âmbito da experimentação, do ganho da prática e costume de levar os negócios para o digital, na verdade, o país evoluiu e continua a evoluir positivamente na criação de condições tecnológicas e científicas para que se efective o processo de migração das empresas no espaço digital.
Quer do ponto de vista da legislação, quer do ponto de vista da criação de algumas condições, o lema predominante enquadra-se no da aprendizagem com base nas condições que temos. E não podia ser de outro modo na medida em que, se assim não fosse, estaríamos permanentemente condicionados pela ausência desta ou daquela variável quando, em muitas áreas, inclusive no digital, o importante é começar. E cada dia que passa Angola avança tendo sempre como foco o aumento das oportunidades para aqueles que tenham grande potencial de criar empresas e empregos para que seja possível, perene e sustentável o processo de criação de riqueza.
Um grande passo foi dado ontem, em Luanda, com a inauguração da incubadora de empresas, denominada "Digital.ao”, pelo Presidente da República, João Lourenço, um projecto tecnológico que visa transformar ideias inovadoras em negócios produtivos e sustentáveis, com maior particularidade para as empresas nascentes com alto potencial de crescimento, denominadas em inglês de startups.
Também chamada de "Incubadora Tecnológica”, ela pretende-se como um futuro hub  da tecnologia e ciência em que os jovens, sobretudo este segmento, poderão encontrar oportunidades para gerar empregos, fomentar o auto-emprego, por via de várias especializações.
É mais um instrumento do qual os jovens não deverão prescindir na hora de pensar em alojar as suas iniciativas empresariais na Web, no momento de iniciar um negócio com grande potencial digital e mesmo na circunstância em que pretendam ajuda para materializar as suas ideias.
Daí o facto de o Presidente João Lourenço, pouco depois do acto de inauguração e ao dirigir-se à imprensa, ter caracterizado a infra-estrutura composta por dois edifícios, localizada no bairro Rangel, como "uma oportunidade para os jovens desenvolverem os seus negócios”.
Em vez de se "dar o peixe”, a criação do hub tecnológico inaugurado constitui um esforço do Executivo de "proporcionar o anzol aos jovens” para, como disse o Chefe de Estado, facultar aos mais novos a possibilidade de serem eles mesmos a lançarem os seus negócios.
É verdade que com esta iniciativa lançada aqui em Luanda, as atenções e preocupações dos jovens nas outras localidades do país prendem-se com a necessidade de ter um centro semelhante nas proximidades.
Se por um lado pode não ser possível criar necessariamente o mesmo centro tecnológico em todas as províncias, com as mesmas especificações, serviços e soluções tecnológicas, pode ser viável a perspectiva de incubadoras regionais, como se referiu o Presidente, quando falava à imprensa.

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