Opinião

O futuro do petróleo e gás

Hoje, os desafios energéticos que os Estados enfrentam, desde às economias avançadas às emergentes, são monumentais e vão incidir significativamente nas decisões e escolhas em causa, relativamente à contínua dependência dos combustíveis fôsseis ou a gradual mudança para as energias limpas.

17/05/2022  Última atualização 07H35

Os Estados dependentes em larga escala dos combustíveis fôsseis, sobretudo as economias emergentes, que se encontram numa espécie de limiar entre o abandono daqueles a favor das energias limpas, evidentemente, que não têm escolhas fáceis no imediato.

A transição energética é hoje mais do que ontem uma realidade não apenas para as economias mais avançadas, mas igualmente para as emergentes na medida em que estas últimas poderão ver-se a braços com reservas gigantescas de petróleo e gás inexploradas caso aquelas primeiras decidam recorrer e depender somente, como os próximos cenários tendem a indicar, das chamadas energias renováveis.

"Se as instituições nas quais confiámos fortemente durante vários anos decidirem acabar com o investimento na principal fonte de receita dos nossos países, temos que encontrar em conjunto uma solução interna que nos permite aproveitar os nossos recursos energéticos, como a reforma e reestruturação do Fundo APPA para Cooperação Internacional e o trabalho que vem sendo realizado com o AFREXIMBANK para a criação de um Banco Africano de Energia", disse em jeito de alerta o Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso no 8º Congresso e Exposição de Africano de Petróleo, que decorre em Luanda até ao dia 19 do corrente.

Sob o lema "Transição Energética, Desafios e Oportunidades na Indústria Africana de Petróleo e Gás” a 8ª Edição do Congresso e Exposição Africano de Petróleo constitui uma oportunidade para que os países africanos  produtores de petróleo encarem "de frente" os desafios que a chamada transição energética tendem a proporcionar e abordar o futuro da indústria petrolífera africana face às implicações ligadas aos compromissos ambientais.

No seu discurso, o Chefe de Estado referiu-se ao estudo da Associação Africana de Produtores de Petróleo (APPA) que, de acordo com o Mais Alto Magistrado da nação angolana João Lourenço, " ilustra os desafios principais que os Países Africanos Produtores de Petróleo poderão enfrentar para continuarem a beneficiar dos seus recursos naturais à luz da transição energética global".

Explicando-se melhor, João Lourenço disse que " Refiro-me à probabilidade de mais de 125 biliões de barris de petróleo bruto e mais de 500 triliões de pés cúbicos de gás de reservas comprovadas ficarem para sempre inexploradas caso não nos mantenhamos unidos e capazes de defender nossos interesses enquanto continente".

Dando a experiência angolana, o Presidente afirmou que "tendo presente as alterações climáticas e a crescente preocupação ambiental e a necessidade  da transição energética para uma economia de baixo carbono, o Executivo Angolano tem orientado no sentido de promover uma exploração sustentada dos recursos energéticos fósseis e, gradualmente, criar oportunidades para o desenvolvimento e utilização de fontes renováveis de energia(...).

Angola não pode ficar atrás, razão pela qual existem projectos consentâneos com a actual conjuntura.

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