Opinião

O Estado e as organizações não governamentais

Temos no país organizações não governamentais centradas no desenvolvimento de Angola, dando a sua contribuição à resolução de muitos problemas dos cidadãos.

07/07/2021  Última atualização 06H10
É notável o papel de muitas organizações não governamentais no mundo, particularmente daquelas que se dedicam à protecção de pessoas que se encontram em situações de carência ou correndo perigo de vida. 

Em Angola, uma das mais prestigiadas organizações não governamentais é a ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente).  A ADRA tem grande intervenção nas zonas rurais do nosso país, onde trabalha com as comunidades, valorizando as suas tradições e práticas e fortalecendo a capacidade da sociedade civil, para que esta se torne parte do processo de mudanças, na perspectiva da melhoria das condições de vida de todos os cidadãos. 

 Pouco se fala do trabalho de organizações não governamentais no nosso pais, mas a verdade é que muita coisa tem sido feita por elas no sentido da redução dos problemas por que passamos.  É importante valorizar o trabalho de angolanos que, de forma altruísta, querem, de algum modo, por via de organizações não governamentais, ajudar o país a ter uma melhor qualidade de vida.

 Que as boas iniciativas de cidadãos pertencentes a organizações não governamentais e que vão no sentido da resolução dos nossos problemas devem ser protegidas e até mesmo potenciadas pelas autoridades. Essas organizações não governamentais devem ser parceiras do Estado, que com elas deve trabalhar, com vista a superarmos muitos dos nossos problemas. 

 O que importa é que haja coordenação entre o Estado e as organizações não governamentais para que as acções destas possam ser complementares das políticas públicas.  As organizações não governamentais têm conhecimento e experiência que podem ajudar, por exemplo, as administrações municipais a dar as melhores soluções aos problemas das comunidades.

Perante os inúmeros problemas que temos, o Estado deve estar ao lado daquelas organizações da sociedade civil que estão realmente interessadas em contribuir para o progresso do pais. E essas organizações, que realizam incansavelmente tarefas em muitas regiões do nosso vasto território, podem ser facilmente identificadas, pelos resultados do seu trabalho em prol do desenvolvimento de Angola e do bem-estar das populações. 

Que não se criem dificuldades às organizações não governamentais que querem trabalhar para o bem comum. O Estado deve mesmo criar incentivos para que essas organizações não desapareçam e continuem a dar o seu contributo ao crescimento de Angola, nos domínios económico e social.

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