Opinião

O Estado centro-africano

Tudo tem sido feito para que a paz, a estabilidade e sobretudo o entendimento entre todas as forças políticas na República Centro-Africana (RCA) viabilizem o regresso à normalidade política e institucional.

18/09/2021  Última atualização 05H20
A RCA não precisa de ver adiada a efectivação da paz e da estabilidade por causa do simples facto de as elites locais prescindirem dos superiores interesses do país a favor das agendas sectoriais ou mesmo pessoais.

A  Cimeira da CIRGL, voltada a analisar a situação na RCA, uma iniciativa do presidente em exercício da organização, espelha o quanto Angola, as suas autoridades e os outros Estados membros da CIRGL encaram a presente situação de instabilidade e insegurança, promovida por forças anti-democráticas.

Urge levar os actores políticos da RCA a respeitarem os compromissos assumidos à luz do Acordo Político para Paz e Reconciliação, assinado em Cartum, embora rubricado por catorze dos cerca de vinte e cinco grupos rebeldes que actuam naquele país.

Na verdade e tal como,  repetidas vezes, tem defendido o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, a solução sustentável e duradoura, para os desafios de paz e estabilidade na RCA, passa pela congregação de todas as forças políticas e militares em torno de um diálogo inclusivo.

Cabe ao Governo da RCA estender a mão a todas as forças que continuam de armas em punho para resolver o cíclico conflito armado porque, tal como facilmente se  comprova, não há soluções militares para a referida disputa.

A perspectiva de um cessar-fogo unilateral, tal como  avançado pelo Governo, constitui uma excelente iniciativa para estimular a confiança e relançar as eventuais diligências no sentido do diálogo e concertação entre todos os actores.  
Uma solução duradoura e sustentável é possível se todas as partes intervenientes no conflito empenharem-se, colocando os superiores da RCA acima dos demais, relacionados com pessoas ou grupos.

Esperemos que as forças políticas e militares que se opõem ao Governo democraticamente eleito de Bangui ganhem consciência sobre a necessidade de pacificação do país, aderindo ao Roteiro de Paz aprovado na Mini-Cimeira de Luanda.

Todos os parceiros da RCA, entre países vizinhos, organizações regionais e continental, parceiros internacionais e a ONU devem mobilizar-se no sentido de assegurar que o Governo do Presidente Faustin Touaderá tenha os meios necessários para assegurar a viabilidade do Estado.

Enquanto Estado soberano, membro de pleno direito da ONU e da União Africana, não faz qualquer sentido que esteja sob sanções, ao ponto de não conseguir meios para defender-se, enquanto as forças que desestabilizam o país progridem no arregimento de meios bélicos para combater um Governo democraticamente eleito.

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