Opinião

O dinheiro de todos nós

Editorial

A tendência para o Estado assegurar os salários dos funcionários públicos com receitas tributárias não petrolíferas, uma realidade que sucede desde 2018, constitui um feito notável no que diz respeito ao conjunto das medidas macroeconómicas, à gestão e saneamento das contas públicas.

23/07/2021  Última atualização 04H00
Há um esforço muito grande da parte das instituições do Estado para levar o país à normalização da vida em todas as esferas, com gestão transparente do erário, boa governação e melhoria da vida da população, embora nem sempre reconhecido por alguns sectores da sociedade, que preferem minimizar os feitos positivos alcançados ao nível da governação. A estabilidade das Finanças Públicas é um passo incontornável para se atingir o desiderato avançado acima, tornando o Estado superavitário e sustentável a gestão do "dinheiro de todos nós”. 

Tratam-se de boas novas sobretudo nesta fase em que a Covid-19 contribuiu, em muitas realidades, para desvirtuar os ganhos e as conquistas das políticas económicas relevantes. Não são muitos os Estados que, desde há um ano, têm sido bem sucedidos a estabilizar a economia, a julgar pelas previsões das Organizações Internacionais atendendo à efectivação de estagnação  que a maioria dos países conheceu.

No fundo, à medida que as autoridades angolanas consigam melhor desempenho na gestão das Finanças Públicas, reduzindo as distorções que acabam por agravar a Dívida Pública e dificultar uma melhor gestão do erário, investimentos públicos e redistribuição da riqueza, maior margem de manobra terá o Estado.

Acreditamos que os feitos alcançados desde há três anos, segundo o pronunciamento do ministro de Estado para  Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, distinguem a equipa económica pelos esforços e estratégias observados, bem como demonstram o compromisso do Executivo em fazer mais e melhor.

Fica claro que, relativamente à economia em geral e as Finanças Públicas em particular, para o Governo e as suas instituições falhar não é uma opção na execução,  numa altura como a da actual conjuntura em que as exigências para proporcionar condições dignas às populações se renovam a toda a hora. 

Vencida a insustentabilidade da trajectória anterior, traduzida num quadro em que as receitas, quer as petrolíferas e as não petrolíferas, eram recorrentemente deficitárias às despesas, não há dúvidas de que o país entra para um novo ciclo.
O importante é que continuemos a nos organizar para que a presente trajectória, do diferencial favorável às receitas em detrimento das despesas, se fortaleça e dê lugar a uma condição permanentemente superavitária da Balança de Pagamentos do Estado.

É expectativa de cada angolano que tenhamos um Estado menos devedor, embora esta condição dependa sobremaneira da qualidade da dívida, e sobretudo mais cumpridor em todas as diligências que digam respeito a compromissos e pagamentos, para bem do dinheiro de todos nós.

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