Opinião

O diálogo e a consciência

O apelo ao fomento do diálogo e da formação da consciência, feita há dias pelo novo presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Dom José Manuel Imbamba, é muito relevante e interessa que toda a sociedade aposte nisto.

09/11/2021  Última atualização 09H55
Precisamos todos, independentemente de estarmos ou não inseridos em alguma confissão religiosa, de fazer do referido chamamento uma aposta permanente, um procedimento indispensável e, porque não mesmo, um comportamento reiterado nas comunidades.

A atitude dialogante na família, na comunidade, nas instituições e nas relações humanas, constitui das melhores apostas que se pode fazer, atendendo a sua aparente dimensão inesgotável, acessibilidade e praticamente a custo zero.

Numa altura em que nos preparamos para os desafios eleitorais, depois de ter iniciado o processo de registo oficioso tendo atenção as eleições que decorrerão daqui a nove meses, não há dúvidas de que o diálogo é das ferramentas mais úteis de que podemos dispor para melhorar o ambiente cívico e político.

Relativamente ao político, o prelado reafirmou ainda à necessidade de formação da consciência, um facto por si só incontornável a julgar pelos desafios imediatos do país para contar com pessoas comprometidas com o bem comum.

Embora Dom Manuel Imbamba estivesse a referir-se fundamentalmente ao papel que a instituição eclesiástica se proporá fazer, sob a sua presidência, entendemos que as pretensões do padre, no apelo que faz, dizem respeito a toda a sociedade angolana.

Nós angolanos devemos, cada vez mais, ganhar consciência de que apenas com cidadãos comprometidos, sejam políticos, profissionais de distintas áreas, empresários, agentes das forças de Defesa e Segurança ou ainda cidadãos comuns, seremos bem sucedidos a tratar bem o que é de todos.

Acreditamos que nos encontramos num processo, normal em qualquer parte do mundo, sobremaneira em países  com a natureza de pós-conflitualidade como é Angola, razão pela qual vamos superar as nossas insuficiências a cada dia que passa, sobretudo se promovermos um ambiente de contínua consciencialização.

O compromisso com o bem-estar colectivo leva a fazer a nossa parte para que a chamada mão invisível opere em nome do que nos é comum, ou seja, se cada um fizer bem a sua parte o resultado não pode ser aleatório, nem incerto.

A formação da consciência levará a que tratemos melhor o lixo na comunidade, permitirá que nos dirijamos a tempo às unidades hospitalares depois dos primeiros sinais sintomáticos de qualquer enfermidade, levará ao pagamento voluntário dos impostos.

Permitirá ainda, a consciência e sentido de compromisso com o bem-estar comum, a rejeição da corrupção, passiva e activa, a colaboração com as forças de Defesa e Segurança, a denúncia dos actos de vandalismo e destruição de bens públicos.
Por isso, fomentemos o diálogo e da formação da consciência, para bem da nossa pátria e da nossa angolanidade.  

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