Opinião

O cancro da mama

Editorial

As doenças de foro oncológico crescem a uma proporção nunca antes vista, de acordo com estudos, razão pela qual importa que os Estados, as instituições e as famílias estejam preparados para lidar com esta situação delicada.

30/10/2021  Última atualização 06H25
 Trata-se de um problema mundial, com alguma incidência particular nos últimos anos e numa altura em que algumas pesquisas apontam para proporções mais preocupantes, no aparecimento de novos casos.
Diz-se que, nos próximos tempos, a proporção de pessoas afectadas com doenças cancerígenas vai estimar-se na ordem de uma em cada três, uma realidade que, obviamente, vai mexer com o mundo das ciências médicas e hospitalares, ao lado das famílias e pessoas singulares.
É verdade que, em algumas partes do mundo, alguns tipos de cancro são mais comuns que outros, sendo, em qualquer uma das circunstâncias e contextos, importante a tomada de medidas preventivas relacionadas com o rastreio pessoal e a ida regular às instituições de saúde tão logo surjam indícios.
Em Angola, há dois anos, a direcção do Fórum de Mulheres de Luta contra o Cancro da Mama (FMLCM) tinha manifestado a preocupação pelo aumento de casos de cancro que, já naquela altura, atingia com incidência significativa a camada feminina, entre os 25 e 30 anos de idade.
 Há dias, a directora do Instituto Angolano de Luta contra o Cancro, também conhecido como o Centro de Oncologia, revelou ao Jornal de Angola que o número de mulheres jovens com idades a partir dos 20 anos, com cancro da mama, cresce consideravelmente em todo o país.
Para Isabel Sales, o cancro da mama, relativamente aos dados estatísticos, tem sido o que, nos últimos anos, leva mais pacientes ao Centro de Oncologia, dando claramente a ideia que aquele tipo de doença supera as demais do mesmo foro em Angola.
Assim, as atenções devem estar viradas para os esforços no sentido de maior acompanhamento, tratamento e controlo deste tipo de cancro porque, a julgar pelas informações prestadas por individualidades que lidam com esta realidade, constitui um problema muito sério o facto de afectar mulheres em idade reprodutiva.  
Não que o deixasse de ser, se afectasse as mulheres em outras idades porque a delicadeza do assunto transcende às idades e remete-nos a todos para os desafios ingentes em matéria de reforço das medidas para o controlo e a contenção da doença.
Segundo a número um do Instituto Angolano de Luta contra o Cancro, registam-se anualmente mais de 200 novos casos, sendo a maioria dos mesmos directamente ligados às mulheres.
Nisto, toda a sociedade deve mobilizar-se para maior consciencialização dos nossos jovens, maioritariamente mulheres, no sentido de que devem aceder aos centros hospitalares para as consultas de rotina. Afinal, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maior é a possibilidade de uma reversão da trajectória da enfermidade, com sucesso e  preservação da vida.
É salutar quando ouvimos o compromisso de organizações da sociedade como a OMA, que diz que se vai empenhar em acções de advocacia para chamar a atenção das famílias sobre os sinais precoces da doença.

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