Sociedade

Número de partos reduz de 60 para 20 em Cabinda

A assistência de partos na maternidade de Cabinda baixou de 60 para 20 parturientes dia, em virtude dos Centros médicos da periferia estarem a prestar serviços à mulher gestante, informou, o director geral da maternidade de Cabinda, Alberto Carlos Tembo.

12/10/2021  Última atualização 11H51
Transferência provisória da Maternidade para outro local influiu na baixa de partos © Fotografia por: DR
Em declarações, há dias, ao Jornal de Angola, Alberto Carlos Tembo disse que a entrada em funcionamento de mais salas de partos nas redes sanitárias secundaria e terciária da periferia  reduziu a pressão na maternidade de Cabinda, permitindo ao corpo clínico e aos técnicos prestarem uma melhor assistência.


A transferência provisória da maternidade de Cabinda para a localidade do Chibodo constitui, também, segundo Alberto Carlos Tembo, um dos motivos que  permitiu a diminuição do número de partos naquela unidade hospitalar localizada a 13 quilómetros da cidade, por força da reabilitação das infra-estruturas onde funcionava, no bairro primeiro de Maio.     
O também médico obstetra Alberto Carlos Tembo informou ainda que a maternidade realiza, em média, por dia, 6 cesarianas e que, de Junho a Outubro do corrente ano, 11 parturientes perderam a vida.

 "Continuamos a prestar a assistência a todas utentes que procuram os serviços de acompanhamento à gravidez, parto e consultas de ginecologia”, disse Alberto Carlos Tembo.

Sublinhou que a existência de salas de parto na periferia da cidade elevou a capacidade de resposta em termos de assistência médica e medicamentosa à mulher gestante. A maternidade de Cabinda conta, actualmente, com uma equipa de 20 médicos entre especialistas em clínica geral e gino-obstetras e 17 técnicos de diversas áreas de serviços. O director geral da unidade sanitária informou que os miomas, quistos de ovários, inflamação pélvica e dores menstruais são patologias mais frequentes nas mulheres.

Arsénia Manuel|Cabinda

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