Cultura

Novos livros de Manuel Rui inspiram às gerações vindouras

Amilda Tibéria

A capacidade criativa ficcional e a dimensão universal das obras do escritor Manuel Rui, devem continuar a inspirar os homens das letras, por serem obras que narram de forma genial os aspectos da identidade cultural angolana, afirmou, em Luanda, o escritor Luís Fernando, na apresentação do livro de contos “Tio João e outros Quês”.

09/11/2021  Última atualização 09H55
Escritor acaba de colocar no mercado literário o livro de contos “Tio João e outros Quês” e o romance “O Benguelense Bouxers” © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Durante o lançamento do livro do escritor  Manuel Rui, acto que ocorreu sexta-feira, na União dos Escritores Angolanos,  Luís Fernando considerou que o escritor nos contos "deixa a sua marca inconfundível, a perpassar toda a história, do início ao desenlace, sempre com o seu humor supremo”.

De acordo com o apresentador do livro "Tio João e outros Quês”, o autor apresenta nos contos "belíssimas histórias de  leitura irresistível. A obra a arranca com um conto genial, fabuloso, auto-biográfico e com uma história em torno de Manuel Rui, não já apenas o escritor, mas o homem por detrás do escritor, o cidadão Manuel Rui Alves Monteiro, apanhado na armadilha da pandemia em terras portuguesas e por lá teve de ficar até ser resgatado”.

Luís Fernando considera os contos do "Tio João e outros Quês”, como uma produção surreal de quatro estórias, nomeadamente, "Tio João e outros Quês”, "Mona Maior”, "O pátio das insónias” e "O olhar para os Jacarés”, distribuídas em 100 páginas.

Na continuidade, o escritor brasileiro João Belisário, que fez a apresentação do segundo livro, o romance "O Benguelense Bouxers”, disse que Manuel Rui narra as vivências com tio Bouxer, onde procura "produz uma prosa de factos reais, que confidencia os momentos mais íntimos, desde os familiares até o tempo que ficou no Brasil”.

Na ocasião, foi produzido um vídeos com depoimentos de amigos do autor, como o escritor Ondjaki, o arcebispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kamwenho, o escritor brasileiro Guidece Leite e o músico brasileiro Martinho da Vila.

Manuel Rui Alves Monteiro nasceu na cidade do Huambo a 4 de Novembro de 1941. Fez os estudos primários e secundários na província natal, seguindo para Portugal, onde cursou Direito na Universidade de Coimbra até 1969. Enquanto estudante, foi activista cultural da Casa dos Estudantes do Império, participou em acontecimentos literários e políticos, tendo sido preso por dois meses em Portugal. Exerceu advocacia em Coimbra e Viseu.

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