Sociedade

Novo director-geral promete rapidez no esclarecer de crimes

André da Costa

Jornalista

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) vai reforçar, a partir de agora, a sua capacidade de intervenção para dar maior celeridade processual no esclarecimentos dos crimes. A intenção foi manifestada, em Luanda, pelo novo director-geral da instituição.

22/01/2022  Última atualização 08H10
Director-geral do SIC, António Bendje, e seu adjunto, Pedro Lufunguila, iniciaram funções © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro| Mbanza Kongo
O comissário-chefe António Paulo Bendje, que falava durante a tomada de posse, presidida pelo ministro do Interior, Eugénio Laborinho, assegurou que, além do esclarecimento de casos de crimes, o SIC vai priorizar, igualmente, o combate à criminalidade e o respeito dos direitos fundamentais dos cidadãos com base na legalidade.

Na cerimónia, em que o seu director-adjunto, comissário Pedro Lufunguila, também, tomou posse, Paulo Bendje frisou que uma das apostas é continuar a manter os níveis de operatividade e de organização, de forma a aperfeiçoar melhor o trabalho deixado pelo director cessante, mesmo em termos de organização administrativa.

A alta patente da Investigação Criminal garantiu que o SIC vai, igualmente, reforçar a capacidade operacional dos efectivos e estreitar melhor a cooperação com outros órgãos de Defesa e Segurança no combate à criminalidade.

A formação contínua e a capacitação dos quadros, também, constam da agenda de prioridades da nova direcção, que vai dar uma atenção especial à resolução das queixas-crime apresentada pelos cidadãos nos piquetes das esquadras de Polícia.

Paulo Bendje frisou que vai trabalhar para tornar o SIC num órgão de referência em matéria de investigação criminal, através da consolidação da acção proactiva e reactiva, no âmbito do combate à criminalidade violenta.

"Vamos, ainda, trabalhar para elevar os níveis de formação contínua e técnicoprofissional, visando elevar a produtividade processual dos instrutores”, referiu o comissário-chefe.

Maior dinâmica no SIC

O ministro Eugénio Laborinho disse que as mudanças efectuadas pelo Presidente da República, João Lourenço, a nível da corporação visam conferir uma dinâmica diferente na forma de actuação dos órgãos que concorrem para a manutenção da ordem e tranquilidade públicas.

Eugénio Laborinho sublinhou a necessidade de se baixar os índices de criminalidade no país. Neste quesito, pediu que haja maior entrosamento entre as forças, principalmente, numa altura em que o ex-director-geral do SIC é o actual comandante-geral da Polícia Nacional.

O ministro recomendou que se dê continuidade aos trabalhos deixado pelo ex-director do SIC, no quadro das melhorias e adaptações, para que o combate à corrupção, criminalidade violenta, crimes cibernéticos e ao tráfico de drogas conheça melhores resultados.

O governante realçou que a criação de condições sociais e de trabalho, progressão na carreira, ajuste posto-função, formação de quadros e a aquisição de meios técnicos e tecnológicos devem constar das prioridades, apesar da crise económica que o pais enfrenta.
António  Paulo Bendje foi nomeado, na última segunda-feira, em Despacho Presidencial, para substituir Arnaldo Manuel Carlos, que é, agora, o novo comandante-geral da Polícia Nacional.

Assim, o novo director-geral do SIC foi promovido ao posto policial de comissário-chefe de Investigação Criminal, enquanto o seu adjunto, Pedro Lufunguila, alcançou o posto policial de comissário de Investigação Criminal.

O SIC é um órgão executor central do Ministério do Interior, com autonomia administrativa e de gestão orçamental, que constitui o corpo superior de polícia criminal e judicial.

Ao SIC compete executar as políticas e medidas legislativas destinas a investigar indícios de crimes, adoptar meios de prevenção e repressão, velar por processos-crime da sua competência e efectuar detenções, revistas, buscas e apreensões, perícias e exames, nos termos da Lei.

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