Cultura

Novo CD de Nanutu chega as bancas este mês

Analtino Santos

Jornalista

O músico Nanutu procederá ao lançamento do seu próximo disco, “Gato Vijú”, com 19 temas e uma base rítmica diversa que passa pelo semba, kilpanga, soukouss, afrobeat, kompá, pop-balada, bossa, jazz e samba, no dia 21 deste mês, no Cantinho dos Desportistas, situado na Cidadela Desportiva, em Luanda.

11/11/2021  Última atualização 08H40
Músico Nanutu © Fotografia por: João Gomes | edições novembro
Nanutu apresenta temas que o marcaram e faz uma  homenagem a vários artistas, pegando em músicas conhecidas dá-lhes novos arranjos. Para o novo CD, o saxofonista disse que não terá um convidado de destaque. Porém, adiantou, o disco conta com a participação de artistas conceituados. "faço parcerias com muitos artistas ao longos desse anos de carreira. Como angolano, Nanuto disse que procura assumir a identidade e estilo musical diversificado. Tal como Luís Morais fazia com Cabo-Verde e Manú Dibango com os Camarões”.

Em "Gato Vijú” tem as participações de instrumentistas angolanos, como de Teddy Nsingui e Texas, incluindo a produção geral de Nelo Paim e do próprio Nanutu, assim como do cabo-verdiano Quim Alves. O antigo director artístico de Oliver Ngoma, Miguel Yamba, baixista angolano que reside em França e que tem tocado com Sam Mangwana e outros artistas africanos, também produziu alguns temas. Participaram ainda músicos de várias nacionalidades africanas, antilhanos, espanhóis e portugueses, numa obra gravada entre Angola, Portugal e França, com mistura e masterização nos dois últimos países.

António Manuel Fernandes nasceu em 1957 no Sambizanga, em Luanda, e assumiu o nome artístico de Nanutu. Antes era tratado por Nandinho, nome alcunhado por David Zé. Foi na Casa dos Rapazes de Luanda, que aprendeu a tocar, primeiro a bateria, até os nove anos, depois a trocou pelo clarinete. Passou a actuar em grupos de Luanda em 1974. Actuou  com o Agrupamento Aliança Fapla-Povo, Os Merengues e Semba Tropical.

Devido à necessidade de impulsionar a carreira, emigrou em 1991 para Portugal onde tocou com vários artistas internacionais e nacionais.No exterior, deu continuidade a formação, tendo frequentado o Hot Club em Lisboa, o Conservatório Musical da República Dominicana em Santo Domingo e o Conservatório Nacional em Havana (Cuba).Tem os seguintes trabalhos "Marés” (1996), "Kizofado” (2000), "Luandei” (2005), "Bisa” (2009) e "Ximbika” (2012). Trabalhou com os nomes mais representativos da música angolana.

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