Economia

Novas indústrias podem entrar em funcionamento em Agosto

Pelo menos oito novas unidades fabris vão entrar em funcionamento na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo entre os meses de Agosto e Setembro, assegurou o director de Comunicação e Imagem da Sociedade de Desenvolvimento da ZEE.

07/07/2020  Última atualização 09H00
DR © Fotografia por: Com entrada em funcionamento das oito unidades, a ZEE contará com 80 estabelecimentos

Rui Matata explicou ao Jornal de Angola que se tratam das fábricas Mafcom, Nafta, Tyo Indústria, Damassaya, Yoni Bem, Quinta dos Jugais, Palmentar e da Mayaya-Mafuta, que fazem parte de um grupo de 15 novas unidades industriais, com obras de instalação muito avançadas. 

Com a inauguração das oito unidades fabris, a ZEE Luanda-Bengo, que conta com um projecto de mais de 150 fábricas, passa a dispor de perto de 80 estabelecimentos industriais funcionais, prevendo-se um aumento da cifra quando entrarem em operação outras sete infra-estruturas, em meados do próximo ano.

Rui Matata esclareceu que as referidas indústrias já estariam inauguradas faz tempo, mas o impacto da pandemia da Covid-19 tem estado a criar embaraços na entrada em funcionamento de certas unidades fabris. Mas, assegurou que as obras das últimas fábricas estão em mais de 60 por cento e as máquinas para a sua operacionalização já se encontram no país.

Para constatar o grau de execução das obras de instalação das oito fábricas, na sexta-feira, uma equipa da gestão da ZEE, coordenada pelo seu presidente do Conselho de Administração, António Henriques da Silva, efectuou uma visita às referidas unidades fabris. Na Mafcom, uma produtora de leite empacotado e outros bens alimentares, constatou-se que os trabalhos de instalação estão assegurados para terminar em menos de dois meses, apesar dos grandes obstáculos da Covid-19, que atrasam a chegada de equipamentos de Portugal, Espanha e Itália.

Com dois pavilhões construídos, em sete meses, numa área de 11 hectares, o grupo empresarial Nafta, outro projecto visitado pela equipa da ZEE, é uma fábrica de detergentes e de produtos siderúrgicos, que, também, arranca em Setembro.

Investimentos

A gestão da Nafta deu garantias à Administração da ZEE de que os investimentos, na sua primeira fase, de 14 milhões de dólares para a fábrica de detergentes, e de 17,5 milhões de dólares para a unidade siderúrgica, vão ajudar a proporcionar 150 postos de trabalho directos. Com uma previsão de injectar mais 21 milhões de dólares, na segunda fase dos dois projectos, a Nafta, que emprega actualmente 53 trabalhadores, vai produzir, anualmente, 20 mil toneladas de detergentes.

No quadro das visitas, os membros do Conselho de Administração da ZEE mantiveram ainda contactos com a Tyo Indústria, onde já se deu início à produção de cosméticos, com destaque para o sabão “Mamã Zungueira” e do sabonete “Diana”, marcas que já detém o selo “Feito em Angola”. Esta unidade fabril tem as obras de instalação em cerca de 95 por cento da sua conclusão e emprega 30 trabalhadores nacionais, numa primeira fase.

Visitas às fábricas

Além das fábricas acima referidas, os membros do Conselho de Administração visitaram, igualmente, a Dinamassaba, uma unidade de embalagens de papel e de papel higiénico, a Palmentar, que produzirá detergentes e artigos de limpeza, bem como a Mayaya Mafuta, fábrica de embalagens de plástico.
O grupo visitou ainda a Quinta dos Jugais, que será uma futura fábrica de processamento de carnes, e a Yoni Bem, um projecto de construção de indústria de produção de massa alimentar, em curso numa área de 11 hectares.

Com um investimento de 15 milhões de dólares, dos quais sete milhões em equipamentos, a Yoni Bem, que conta empregar 75 trabalhadores, prevê produzir duas toneladas de massa alimentar por hora. Além das fábricas visitadas pelos membros do Conselho de Administração, a ZEE Luanda-Bengo vai ganhar, ainda este ano, uma linha de montagem de tractores e outra unidade de montagem de telemóveis, tão logo a situação do país se normalize.

Rui Matata explicou que, no fim da visita, os responsáveis da ZEE consideraram positivo o trabalho que está a ser feito pelos investidores nacionais e estrangeiros, apesar de alguma retracção económica causada pela Covid-19 e por outros factores macroeconómicos.

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