Cultura

Nova edição de “Chiquinho” lançada na Cidade da Praia

O Instituto da Biblioteca Na-cional de Cabo Verde (BNCV), acaba de colocar no mercado literário, na Cidade da Praia a nova edição do romance "Chiquinho", de Baltasar Lopes, a única obra editada pelo Instituto em 2021.

05/01/2022  Última atualização 10H25
Mais recente edição do romance do escritor cabo-verdiano Baltasar Lopes já está nas bancas © Fotografia por: DR
Em declarações à Inforpress, a curadora da Biblioteca Nacional, Matilde Santos avançou que já existem cerca de uma dezena de edições do romance "Chiquinho", inclusive uma versão inglesa feita por estudiosos da Universidade de Massachusetts, Estados Unidos da América.

Segundo a mesma fonte, a obra "Chiquinho" encontra-se esgotada no mercado e nesta edição serão impressos 3.000 exemplares, tendo salientado que o IBNCV tenciona continuar a edição e reimpressão das obras clássicas que se encontram esgotadas no mercado, por forma a promover o conhecimento e valorizar "os maiores” da literatura nacional.

"Em 2021 é a única obra editada. Estava prevista a Chuva Braba, de Manuel Lopes, mas não foi possível porque houve a mudança da direcção. Mas em 2020 tivemos duas reedições, 2019 duas também e para o próximo ano tencionamos triplicar ou quadruplicar esse número, dependendo do financiamento que conseguirmos”, frisou Matilde Santos.

Logo no início do ano de 2022, precisou, duas novas edições de obras clássicas serão lançadas de entre os quais a Chuva Braba, que conforme fez saber, se encontra esgotada no mercado.

Não obstante o balanço "francamente positivo” do ano 2021, o IBNCV prevê "melhores resultados” para o ano vindouro, continuando com o foco na promoção dos escritores e das grandes obras clássicas nacionais e dos escritores cabo-verdianos de forma geral.

A nova edição de "Chiquinho" foi revista e prefaciada por Jairzinho Lopes Pereira, académico na VID Specialized University de Stavanger, na Noruega, a quem caberá também apresentar o romance. O mesmo asseverou à Inforpress que a revisão gráfica foi feita em harmonia com a edição original de 1947, e que foram corrigidos alguns erros e imprecisões que foram aparecendo nas edições posteriores a esta data, tendo caracterizado esta parte como a "grande mu-dança” realizada no livro.

O prefácio da obra, que para Jairzinho Pereira é "uma obra com grande destaque” na história da literatura cabo-verdiana, aborda, segundo ele, alguns conteúdos que não foram abordados nos prefácios das edições anteriores. "Estamos a falar de uma obra marcante na literatura cabo-verdiana, e penso ser consensual que a obra marcou indelevelmente o percurso da literatura cabo-verdiana. A obra claramente ao lado de outras obras de referência no contexto do movimento literário e cultural conhecido como claridade, caracterizou Pereira.

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