Política

“Nome `Luanda´ precisa de ser melhor clarificado”

Adelina Inácio

Jornalista

O Vice-Presidente da República defendeu, ontem, em Luanda, que a forma como se escreve o nome da capital do país “precisa de ser trabalhado e melhor clarificado”.

25/09/2021  Última atualização 08H10
© Fotografia por: DR
Bornito de Sousa, que falava num seminário sobre "Toponímia, princípios e directrizes, referência de memória no desenvolvimento  urbano”, disse "estar ansioso em saber a origem e o significado da denominação da cidade de Luanda”. 

"Tenho visto Luanda escrito de várias formas. Inicialmente, era `Loanda´, depois passou  para `São Paulo de Assunção de Loanda´. Lanço o desafio de ver esclarecida esta questão”, disse.

O Vice-Presidente da República explicou que a primeira regra da Lei da Toponímia determina que "as localidades que já vêm do tempo colonial mantêm a grafia latina” e citou como exemplos as províncias do Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene e Cabinda. "A segunda regra é que quem quer dar um novo nome, sobretudo em línguas nacionais africanas e estrangeiras, deve consultar o Instituto de Língua Nacionais ou uma Instituição Académica para dar a denominação correcta”, esclareceu.

Neste sentido, Bornito de Sousa defendeu o envolvimento do Ministério da Educação no estudo sobre a Toponímia, história dos nomes e denominações toponímicas do país.

"É importante interagir com o Ministério da Educação, que está a fazer um trabalho interessante sobre a questão da toponímia”, disse, acrescentando que a criação de endereços "é um problema  complexo não só de Angola, mas de várias partes do mundo.” 

"Mesmo os Estados Unidos da América, que é um dos países mais  desenvolvidos do mundo, tem esses problemas de endereços”, indicou.


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