Política

Nimi A Simbi quer tornar FNLA em máquina política rumo ao poder

Jaquelino Figueiredo | Mbanza Kongo

Jornalista

O presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi A Simbi, disse, em Mbanza Kongo, província do Zaire, que trabalha firme para tornar a organização partidária numa máquina política rumo ao poder no país nos próximos tempos.

13/01/2022  Última atualização 08H00
© Fotografia por: DR
"Apelo aos militantes a terem esperança. O partido vai procurar fazer o melhor para voltar a ser aquela FNLA que todo o mundo conheceu. Para os jovens que não a conheceram, este partido foi uma máquina que fez a guerra e que libertou Angola. Agora vai ser uma máquina política para tentar conquistar o poder”, perspectivou.

Nimi A Simbi, que falava à imprensa, a partir do Museu dos Reis do Kongo, em Mbanza Kongo, avançou no último domingo que este desafio passa, primeiro, por reunificar o partido em todo o país e, depois, eleger uma única direcção em cada província, capaz de acompanhar a dinâmica desejada, cuja tarefa começa nas próximas semanas.

A nível central, referiu, a reunificação da FNLA está feita, pois as estruturas partidárias funcionam, começando pelo Comité Central, a eleição do Bureau Político e o Secretariado. "As alas já estão unificadas em Luanda. Todos os que vocês conhecem, aqueles que aceitaram fazer parte estão lá. A primeira preocupação da FNLA, tal como havia dito quando eleito, é congregar todos os militantes, simpatizantes e amigos, porque o partido estava praticamente desestruturado. Então devíamos juntar todas as partes e começarmos a  reorganizar. Já nos juntamos e agora estamos a reorganizar. Vamos a todas as províncias para esta tarefa e lançar o programa político da FNLA”, acrescentou.

Quanto às eleições deste ano, Nimi A Simbi disse que a FNLA vai trabalhar para conseguir o melhor resultado possível, cuja tarefa passa por medir antes o contexto partidário em todas as regiões de Angola e colocar mãos à obra.

Segundo o político, nestes sete meses antecedentes das eleições gerais, a FNLA vai trabalhar para a reestruturação, com vista a responder ao desafio, apesar de reconhecer que será difícil mas não impossível.Salientou que esta é a primeira saída de Luanda, após a eleição em Setembro de 2021 vai durante três dias trabalhar no Zaire, onde, entre outras tarefas, reuniu com as autoridades tradicionais e presidiu, ontem, ao acto de massas, em homenagem ao líder fundador e histórico do partido, Álvaro Holden Roberto, por ocasião do 99º aniversário, assinalado a 12 de Janeiro.


Fim da fome

O presidente da FNLA, Nimi A Simbi, disse que a resolução do problema da fome em Angola passa por apostar na agricultura, cuja "tarefa o actual Governo mostra-se incapaz de realizar”. Para si, existem sinais da fome em toda a Angola, tendo referenciado Luanda como um dos exemplos patentes, onde em cada canto há crianças pedintes e não só.

"Para nós, o problema da fome em Angola é um assunto sério. Qualquer Governo que é incapaz de alimentar o seu povo, não serve. Se o Governo não é capaz de alimentar o povo, esse Governo não serve, deve deixar o poder. E para alimentar o seu povo tem que trabalhar. A solução é a agricultura”, disse.


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