Política

Nimi a Simbi apela à mobilização para assegurar votos a 24 de Agosto

Valter gomes| Uíge

O líder da FNLA, Nimi a Simbi, apelou, na cidade do Uíge, aos representantes do seu partido na província, mais trabalho e empenho na mobilização de militantes, simpatizantes, amigos e a população para assegurar o voto a 24 deste mês.

09/08/2022  Última atualização 08H45
Nimi a Simbi disse no Uíge que, neste momento, as estruturas da FNLA estão unidas e coesas, depois de um longo e árduo trabalho de reunificação © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

Nimi a Simbi, que está na província do Uíge, no âmbito da campanha eleitoral, fez este apelo domingo depois de ter constatado fraca presença de militantes e a população, no acto político de massas, realizado no campo do FUCU, arredores da cidade, que só veio a acontecer mais tarde defronte às instalações da FNLA, no bairro Dunga, com menos de meia centena de apoiantes. Este facto deixou desolado e indignado o líder do partido.

O político disse antes ter recebido boas informações de que na província do Uíge tudo estava a postos e a máquina afinada, quando, na verdade, no terreno não se faz sentir o trabalho de mobilização.

Segundo o líder, nesta fase, não se pode cruzar os braços, pois o momento é de trabalho, reconhecendo que a vitória se conquista com a mobilização do eleitorado. Por isso, pediu aos seus colaboradores mais trabalho para conduzir o partido à vitória.

"Saímos de Malanje até Uíge para manter um contacto directo com a população e militantes, mas não estou satisfeito com o que vi, porque encontrei uma autêntica desordem e isso não ajuda no alcance dos objectivos”, manifestou publicamente Nimi a Simbi.

Acrescentou que não se pode trabalhar em desordem ou fracassos. Segundo o político, quando uma comunidade está desorganizada, é difícil alcançar resultados positivos.

Nimi a Simbi disse que, neste momento, as estruturas do partido estão unidas e coesas, depois de um longo e árduo trabalho de reunificação dos militantes após 20 anos desavindos. Agora, de mãos dadas, referiu, o momento é de trabalho para conquistar a vitória nas eleições de 24 de Agosto.

"A FNLA entrou em crise a partir de 1996. Foi criada uma ala dentro do partido, que gerou sérios problemas no seio da formação política e durante 20 anos ficou desencontrada. Cada militante procurou o seu rumo, situação que veio a conhecer o término a partir do ano passado em que foi realizado um congresso, no qual foi eleito novo presidente que, actualmente, está a trabalhar na unidade de todos”, lembrou. Nimi a Simbi disse estar confiante na vitória do partido nas eleições gerais. Por isso, encorajou a população a confiar no programa de governação traçado pela FNLA e que visa dar maior apoio ao sector agrícola para alavancar a produção dos alimentos nas comunidades rurais.

Segundo o político, o desejo de alavancar a produção agrícola surge ao facto de o seu partido considerar que a Agricultura é a base do desenvolvimento e pode garantir milhares de empregos aos jovens. "Uma população com fome não pode contribuir para o desenvolvimento de qualquer região”, disse.

Saúde, Educação e Segurança Pública

O líder do partido dos irmãos destacou a importância do reforço do Sistema de Ensino e Aprendizagem, uma vez que sem ensino nas comunidades não é possível esperar quadros capazes de desenvolver o país. Por isso, anunciou que a FNLA fará o reforço das infra-estruturas e enquadrar mais professores e técnicos de Saúde, em caso de vitória.

Nimi a Simbi prometeu fornecer, regularmente, fármacos em todos os hospitais do país, de modo que não se registe falta de medicamentos. Manifestou, igualmente, a intenção de criar um sistema de segurança pública forte, capaz de garantir a estabilidade do território nacional.

O político assinalou, ainda, que nos próximos cinco anos, em caso de vitória, a maior atenção será dada à melhoria da pensão dos antigos combatentes, aqueles que fizeram o melhor para libertar Angola do jugo colonial.

Mais fiscalização nas mesas de voto

O presidente da FNLA, Nimi a Simbi, exortou os delegados de lista recrutados a estarem atentos e vigilantes, acompanhando, milimetricamente, o desenrolar do processo de votação nas assembleias até ao escrutínio dos resultados.

Acrescentou que os delegados não podem deixar as assembleias e mesas de voto vazias ou distantes, mas sim estarem atentos e perto para se evitar possíveis erros e fraudes. Apelou a todos os militantes, simpatizantes e amigos do partido a absterem-se de insultos e não promoverem actos que incitem a violência, pautando pela paz, unidade, compreensão e uma conduta digna, levando a bom porto aquilo que é o legado da FNLA, paz, unidade e desenvolvimento.

A agenda política do líder da FNLA na província do Uíge termina hoje. Nimi a Simbi deslocou-se aos municípios de Songo, Ambuila e Bembe, este último sua terra natal, onde apelou à mobilização da população para votar no partido, bem como apresentou as linhas de força da organização caso vença as eleições.

Partido tenta reconquistar militantes

O secretário provincial da FNLA na Lunda-Norte, Carlos Mulamba, disse, ontem, que a luta do partido nas Eleições Gerais de 24 de Agosto é eleger um deputado e reconquistar os militantes que deixaram a organização política em 2017.

Nas Eleições Gerais de 2017, a FNLA obteve 2.228 votos, correspondentes a 1,5 por cento, na província da Lunda-Norte, sem eleger um deputado.

O político falava à margem da abertura da campanha na Lunda-Norte e informou que a FNLA, na região, considerada a oitava maior praça eleitoral do país, "perdeu muitos militantes desde 2017, devido aos conflitos internos enfrentados pela organização partidária”.

"A nossa maior luta nestas eleições é eleger, pelo menos, um deputado no círculo provincial da Lunda-Norte e reconquistar os militantes desavindos”, declarou, acrescentando que esta semana o partido vai intensificar campanhas de mobilização porta a porta nos dez municípios, onde apresentará o candidato a Presidente da República, Nimi a Simbi, e a proposta do programa de governação.

Apelou aos angolanos no sentido de participarem nas eleições de 24 deste mês, com civismo, patriotismo e tolerância, respeitando os princípios democráticos e a diferença.

Concorrem ao quinto pleito eleitoral os partidos MPLA, UNITA, FNLA, PRS, APN, PHA e PRS e a coligação CASA-CE. Para as eleições de 24 de Agosto de 2022, estão registados 14.399.000 eleitores, dos quais 22. 560 na diáspora, distribuídos por 12 países.

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