Cultura

Nguami Maka pede defesa da tradição

Analtino Santos

Jornalista

O grupo Nguami Maka realizou, no sábado, em Luanda, no âmbito das celebrações dos seus 20 anos de existência, uma actividade cultural, onde reafirmou o compromisso de defender os ritmos e sons da ancestralidade angolana.

26/04/2022  Última atualização 09H30
Grupo promete continuar a valorizar a identidade cultural © Fotografia por: Vigas da Purificação| Edições Novembro

Durante o encontro, pesquisadores, antigos integrantes, bailarinas, jornalistas e familiares deram depoimentos sobre o grupo e aproveitaram a ocasião para falar um pouco sobre o actual estado do movimento artístico e cultural nacional.

O líder do Nguami Maka, Jorge Mulumba, disse que as duas décadas de existência foram de altos e baixos, mas tiveram muito apoio do grupo Kituxi e seus Acompanhantes, uma das principais referências da música tradicional nacional.

Um dos grandes momentos ao longo destes anos, destacou, foi o reconhecimento público feito no auditório da Rádio Nacional de Angola por Malé Malé, mestre da dikanza, a 13 de Maio de 2005, numa actividade para homenagear Kituxi e Seus Acompanhantes.

Roma, Caminha, Eliseu e Nando, outros integrantes do Nguami Maka, aproveitaram para falar da cumplicidade e da amizade existente no grupo. No acto, o músico Carlos Lamartine felicitou e ainda encorajou o grupo a continuar a preservar a cultura nacional. "Depois de várias experiências juntos, decidi que dois temas do meu próximo disco vão ser trabalhados pelo grupo”, revelou.

Fundado no Marçal, a 20 de Abril de 2002, o Nguami Maka teve, na primeira formação, nomes como Lolito da Paixão( voz e tambor), Mingo (tambor), Pascoal Caminha (dikanza), Nando (mukindu) e Jorge Mulumba (voz e hungo). Actualmente o grupo conta com artistas como Roma, Caminha, Eliseu, Nando e Mulumba. O grupo tem um CD no mercado, "Ngongo”, e tem trabalhado num projecto de preservação da dikanza.   

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