Sociedade

Ngangula tem nova sala de cuidados intensivos

Alexa Sonhi

Jornalista

A maternidade Augusto Ngangula tem, desde esta segunda-feira, uma nova sala de cuidados intensivos, reaberta pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.

06/12/2022  Última atualização 06H52
Primeira-Dama da República garantiu que muita coisa ainda será feita em prol da maternidade © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Depois do corte da fita, Ana Dias Lourenço disse que a nova sala, com capacidade para atender 12 mulheres, foi equipada com meios modernizados, no âmbito da responsabilidade social que a Fundação Ngana Zenza, da qual é a patrona, tem estado a desempenhar pelo país.

A reabertura da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), salientou, foi possível, graças ao apelo do Ministério da Saúde, com o apoio de parceiros internacionais. Com o acto, a Fundação Ngana Zenza vai ajudar a melhorar as condições de assistência médica para todas as parturientes que acorrerem àquela unidade hospitalar.

A patrona da Fundação Ngana Zenza garantiu que dias melhores virão para a Maternidade Augusto Ngangula, porque muita coisa ainda será feita em prol daquele estabelecimento hospitalar, que diariamente recebe muitas mulheres.

A directora da Maternidade Augusto Ngangula, Madalena Diogo, explicou que a nova área possui duas salas de isolamento, para os casos mais críticos. A maternidade, sublinhou, recebe muitos casos de pré-eclampsia grave, choque hemorrágicos, que necessitavam há muito de uma UTI mais modernizada. O problema está resolvido com a reabertura da nova sala, onde vão ser atendidas 12 ou mais mulheres por dia.

"Anteriormente, por falta de condições, prestávamos um serviço de cuidados intensivos de forma paliativa. Com muito esforço, conseguíamos recuperar os pacientes e dar alta médica. Mas, de agora em diante, o serviço vai ter melhor qualidade” acentuou.

A especialista em ginecologia obstetrícia disse que, além de mulheres, a nova área vai beneficiar também os recém-nascidos, porque os ventiladores existentes vão permitir reanimar os bebés com problemas respiratórios.

A directora referiu que, por falta de condições, as crianças com problemas respiratórios eram transferidas, antes, para o Hospital Pediátrico David Bernardino. "A partir de agora elas vão ser acompanhadas na maternidade, até receberem alta médica”, esclareceu.

Madalena Diogo explicou que a média diária de parto normais na maternidade Augusto Ngangula é de 35 a 50. As cesarianas variam de 30 a 35. Mensalmente, passam nos cuidados intensivos mais de 200 pacientes.

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