Cultura

Neto contribuiu na preservação das raízes culturais africanas

O historiador Isidro Ndahepele considerou, este sábado, em Ondjiva, o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, um importante contribuinte da preservação das raízes culturais africanas.

25/09/2022  Última atualização 06H05
© Fotografia por: DR

Ao dissertar numa palestra enquadrada no centenário do nascimento de Agostinho Neto, dirigido a jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social no Cunene, Isidro Ndahepele considerou importante a entrega do autor do poema "Havemos de voltar” na luta pela preservação das  raízes culturais africanas.

"Agostinho Neto é conhecido e respeitado, não apenas pelo imenso carisma, mas também pela sua dimensão como revolucionário, visão pan-africanista e como homem de letras”, referiu.

O historiador sublinhou ainda que Agostinho Neto, com as suas composições literárias, impeliu os angolanos para o início da Luta Armada de Libertação Nacional, citando como exemplo o poema "Depressa”, no qual o poeta mostrava a necessidade dos angolanos apressarem-se para a luta.

Segundo o palestrante, em 1947, ano em que Neto se matriculou na Universidade de Coimbra para estudar Medicina, já se percebia nos seus pensamentos e acções, bem como se lia nos seus escritos, a vontade de trabalhar arduamente pela independência do povo angolano, daí que continuou a escrever poemas que demonstravam este anseio.

"Em função da sua capacidade de mostrar ao mundo a necessidade dos angolanos se verem livres da dominação e da opressão coloniais, os fascistas portugueses prenderam-no, em Portugal, em 1952”, lembrou.

Isidro Ndahepele considerou Agostinho Neto "um grande estadista e nacionalista” que sempre lutou pela preservação da identidade nacional e da angolanidade, da unidade não só para Angola, mas para a África e o mundo.

Para o palestrante, falar de Agostinho Neto é falar de uma figura inquestionável e de grande influência política, poética, médica, cultural, histórica e humanista, cuja relevância ultrapassa as fronteiras do país.

Referiu ainda que as múltiplas dimensões do Fundador da Nação Angolana ultrapassam as fronteiras nacionais, pela sua enorme contribuição em prol da luta dos povos oprimidos do mundo, com vista a sua liberdade, independência e auto-determinação.

Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, no município de Icolo e Bengo, na província de Luanda, Agostinho Neto era médico de profissão e poeta por vocação, tendo falecido a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo.

A palestra de ontem enquadrou-se, igualmente, na jornada comemorativa do 47º aniversário da Rádiodifusão Nacional de Angola, a assinalar-se a 5 de Outubro. O aniversário assinala a visita do Presidente Agostinho Neto às instalações daquela estação radiofónica, a 5 de Outubro de 1977.

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