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Netanyahu consegue a quinta reeleição

O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, do Partido Likud, venceu as eleições com uma vantagem mínima e ultrapassou o rival Beny Gantz, do partido Azul e Branco, numa votação considerada renhida, cujo resultado até à noite de terça-feira apontava para um empate técnico entre os dois candidatos.

11/04/2019  Última atualização 07H50
Dr © Fotografia por: Netanyahu é o Primeiro-Ministro mais antigo no cargo

Dados do Comité de Eleições, citados ontem pelo jornal “Times of Israel” indicavam que o partido Likud venceu com 26,47 por cento dos votos, contra 26,11 por cento de votos alcançados pelo partido Azul e Branco.
Cerca de 6,4 milhões de eleitores foram convocados para a votação em mais de 10 mil assembleias de voto, mas às urnas acorreram 4.016.310 eleitores, o que representa um total de 67 por cento da população, registando-se menos quatro por cento de votos em relação às anteriores legislativas, realizadas em 2015.

Abstenções subiram

Nessas eleições, o nível de abstenção foi de 12 por cento, dado superior em relação ao último acto eleitoral que decorreu há quatros anos. Nessa altura 72 por cento da população votou, mas este ano havia previsão de que a percentagem deveria situar-se, no máximo, nos 68 por cento.
Ao vencer o pleito, Benjamim Netanyahu, no poder há 10 anos consecutivos, pode tornar-se no chefe de Governo que mais tempo fica no cargo.
Seja como for, como indicam algumas projecções, Benjamin Netanyahu não sai destas eleições com o poder reforçado e terá de estabelecer coligações para governar. Nos últimos dias tentou buscar votos à direita e à extrema-direita, forças em crescimento na política israelita.
Após a conclusão do acto eleitoral, o Presidente Reuven Rivlin, com funções essencialmente protocolares, deverá apontar a escolha para chefiar o próximo Executivo quando na próxima quarta-feira a Comissão Eleitoral publicar os resultados preliminares após a contagem definitiva dos votos.
Entre as 40 listas concorrentes, cerca de 12 deverão garantir representação no Knesset (Parlamento). Desde 1948, ano da fundação do Estado de Israel, nunca nenhum partido ou coligação conseguiu obter a maioria absoluta de 61 lugares (em 120) e neste escrutínio a formação do novo Governo também ficará dependente de alianças.
Um ou dois dias após a contagem definitiva dos votos, Reuven Rivlin iniciará consultas com os responsáveis das listas eleitas e solicitará que lhe seja recomendado quais os candidatos (todos homens) que devem formar um Governo de coligação.
O processo não implica que seja designado para chefe de Governo o líder do partido mais votado. Em 2009, o Kadima, dirigido por Tzipi Livni, venceu o escrutínio legislativo, mas foi incapaz de formar uma aliança governamental.
Os resultados oficiais definitivos devem ser anunciados pela comissão eleitoral até à data limite de 17 de Abril e após o fim de todos os recursos. Seis dias depois, em 23 de Abril, os deputados deverão prestar juramento no Knesset.
O Presidente deverá anunciar o nome do candidato designado para formar uma coligação de Governo até 24 de Abril.

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