Cultura

Né Gonçalves canta no Festival de Alfama

O músico Né Gonçalves vai realizar hoje, às 22h15, no Centro Cultural Magalhães Lima, em Lisboa, um concerto, na edição de 2022, do Festival Santa Casa Alfama.

23/09/2022  Última atualização 08H00
Músico angolano tem como convidada a fadista Soraia Cardoso © Fotografia por: DR

Soraia Cardoso, uma fadista portuguesa com quem fez parceria em "Voo do Fado”, um single lançado a 10 de Junho deste ano, será a sua convidada especial, nomeadamente para esse tema e "Velha Esperança”, antes gravado com a participação de Mariza.

Neste festival de dois dias, que se realiza anualmente e em que já participaram Waldemar Bastos e Anselmo Ralph, farão parte do repertório do único músico angolano convidado, diversas músicas dos seus anteriores álbuns "Luanda Meu Semba” e "Sembamar”, bem como do seu novíssimo disco "Undenge Wetu”. O título desta vem de uma das suas músicas, um semba já lançado  em vídeo, em parceria com Yuri da Cunha. Segundo o autor,  está a trabalhar num álbum aberto, abrangente e eclético, que será lançado em Outubro próximo.

Né Gonçalves e Soraia Cardoso vão unir artes de diferentes quadrantes, no espaço da lusofonia,  fazer da multiculturalidade a nota dominante, promover o diálogo entre estilos musicais das tradições e reforçar o olhar empático entre  povos e, da simbiose entre instrumentos e vozes, tentar obter novas sonoridades que, seguramente, vão ajudar a projectar Angola no mundo musical.

Né Gonçalves é advogado (foi o primeiro Bastonário da Ordem dos Advogados de Angola), professor universitário, cônsul honorário da Finlândia, activista de várias causas sociais e humanitárias e um reconhecido amante das artes, possuindo um espólio não desprezível de arte (pintura e escultura) contemporânea angolana.

Como músico e criador a sua obra inclui os álbuns "Luanda Meu Semba” (1994), "Luanda Meu Semba – Instrumental” (2012), "Sembamar” (2016) e "Undenge Wetu” (2022), para além de outras importantes contribuições como as músicas que fez para a banda-sonora do filme "Na Cidade Vazia”, realizado por Maria João Ganga, e do filme "Kalunga, O Mar de Angola”, de Bernardo Gramaxo, o primeiro, Prémio Nacional de Cultura e Artes, e ambos premiados internacionalmente.

Ao longo da sua carreira, Né Gonçalves trabalhou com vários nomes importantes da música internacional, como Mariza, de Portugal, o produtor peruano Jorge Cervantes e, mais recentemente, com outros grandes nomes da música africana como o cabo-verdiano Tito Paris.

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