Cultura

Ndongo199- Embaixada criativa com exposição de Ana Silva

A inauguração oficial do “Ndongo199- Embaixada Criativa”, um espaço que promete agregar artistas e criativos em prol da cultura angolana, acontece hoje, às 10h00, com a exposição “Eu não preciso de flores” de Ana Silva, numa cerimónia restrita para jornalistas e convidados.

17/11/2022  Última atualização 08H55
Obras de Ana Silva vão estar expostas, a partir de hoje, na mostra “Eu não preciso de flores” © Fotografia por: DR
Segundo uma nota de imprensa, que o Jornal de Angola teve acesso, o "Ndongo199 - Embaixada Criativa” denomina-se como uma estrutura onde as artes visuais, o design e a literatura partilham o mesmo espaço, a favor do mercado criativo.

A missão desta nova casa, na baixa de Luanda, é acrescentar valor à cultura e à economia local, para além de trabalhar com criativos de várias áreas, que têm como foco, cultivar alternativas à realidade sócio-política angolana; propondo assim, possibilidades construtivaspara novos caminhos a seguir no país e no continente.

A artista que inaugura o espaço é Ana Silva, um regresso após quase dez anos sem expor obras em Angola. "Eu Não Preciso de Flores” dá título ao trabalho com peças em que ela usa uma tapeçaria de fotografia, pintura e bordados para tecer juntos um mundo assombrosamente belo.

Ana Silva tem uma força alicerçada na realidade de uma Angola que é consequência de conflitos, arbitrariedade e expectativas não satisfeitas. Ela mostra nas suas obras o seu amor e admiração pela força e resistência das mulheres comerciantes das ruas de Luanda e dos seus filhos.

A data inaugura também a Livraria Ndongo119 com dezenas de obras centradas em conteúdos sobre arte, design, arquitectura, sociologia e antropologia. Segundo a fundadora,é necessário produzir, assim como pensar no que realiza. A curadoria dos livros é feita pelo escritor Kalaf Epalanga e traz títulos como "O design que o design não vê” de Mário Moura, "Eu Sei porque canta o Pássaro na Gaiola” de Maya Angelou e "Crítica da Razão Negra” de Achille Mbembe.

Tchissola Mosquito é quem está à frente de todo o projecto e diz que sempre sonhou em ter um empreendimento de impacto social e cultural em Angola. Com uma licenciatura em Gestão de Empresas em Inglaterra e uma carreira de quase uma década na banca, conciliou sempre a sua vida profissional com a liderança de iniciativas comunitárias, tais como o VPA 20/20.

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