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Ndalatando com dificuldades na recolha de resíduos sólidos

Perto de 200 toneladas de resíduos sólidos são produzidos diariamente na cidade e bairros periféricos de Ndalatando, na província do Cuanza-Norte, segundo o chefe de Departamento de Gestão de Resíduos Sólidos do Gabinete Provincial do Ambiente, João José, acrescentando que duas das três empresas de recolha de resíduos sólidos, a IVO Limpa e a DJC, rescindiram o contrato com o Governo da província, por não cumprimento dos acordos estabelecidos.

12/08/2019  Última atualização 14H05
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Em declarações ao Jornal de Angola, João José considerou que a quantidade de lixo é determinada pela capacidade dos camiões de 18 toneladas que o transportam e pelo número de carregamentos que cada um dos veículos efectua diariamente.
Revelou que, para combater o lixo na cidade de Ndalatando, é importante a mudança de comportamento dos cidadãos, que ainda insistem na deposição dos resíduos sólidos no chão e em locais não indicados, dificultando a tarefa de recolha por parte das empresas contratadas.
Acrescentou que os cidadãos devem pautar por princípios e comportamentos de defesa ambiental e que o Gabinete Provincial do Ambiente tem estado a passar mensagens à população, por via de seminários e palestras, orientando a selecção dos resíduos sólidos de acordo as suas especificidades.
Segundo João José, as administrações municipais, como órgãos que executam as tarefas administrativas, têm a obrigação de criar condições do ponto de vista de acondicionamento e selecção dos diferentes tipos de resíduos sólidos.
A cidade de Ndalatando, acrescentou, não tem ainda um aterro sanitário propriamente dito, pois o que existe é uma lixeira controlada, onde todas as medidas de depósito final dos resíduos sólidos, resultantes das acções de saneamento da localidade, não têm sido cumpridas à risca. Referiu que é urgente trabalhar-se no sentido de se proceder a separação das matérias orgânicos e inorgânicos.
A recolha do lixo no casco urbano da cidade de Ndalatando está agora sob responsabilidade da empresa EBUMAR, actualmente a única vocacionada para este tipo de trabalho.
Actualmente, com um total de 200 contentores espalhados por vários pontos da cidade de Ndalatando e arredores, a operadora, além de recolher os resíduos sólidos, também varre as ruas, capina e efectua trabalhos de limpeza dos sistemas de drenagem.
De referir que foi defendida recentemente a criação de empresas para a destruição dos resíduos hospitalares.

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