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NATO exclui resposta militar contra a Rússia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, excluíram, terça-feira (18), em Berlim uma resposta militar em caso de intervenção russa na Ucrânia, com o chefe da Aliança a sugerir novas discussões com o Kremlin.

19/01/2022  Última atualização 07H45
Jens Stoltenberg assegura que a Rússia terá “elevado custo económico” se invadir a Ucrânia © Fotografia por: DR
Haverá um elevado custo político, um elevado custo económico, se ocorrer uma intervenção e for violado o princípio da integridade territorial", afirmou Scholz no decurso de uma conferência de imprensa conjunta, ao responder a uma questão sobre se admitia uma resposta militar. Stoltenberg também indicou que a Aliança enviou uma mensagem à Rússia onde indica que caso seja privilegiada a "violência" enfrentará um "elevado preço" político e financeiro e assinalou que os países da NATO apoiarão a Ucrânia para manter o seu direito à autodefesa.

"Em primeiro lugar, devem agora registar-se progressos na frente política", sublinhou o secretário-geral da NATO, que, ontem,   anunciou ter enviado convites a representantes da Rússia e de países aliados para manter encontros destinados a "melhorar as linhas de comunicação".

"A tensão é elevada e por isso o diálogo é especialmente importante. Por isso, faremos o possível para alcançar uma solução política", acrescentou Stoltenberg. Numa referência à aprovação para início do funcionamento do gasoduto Nord Stream 2, controlado pelo gigante russo Gazprom, o chanceler alemão recusou admitir expressamente que uma eventual intervenção militar russa na Ucrânia significaria o fim do projecto.

"Tudo deve ser discutido em caso de intervenção militar" por parte da Rússia e que deve contar com um "elevado preço", argumentou.

Mas Scholz recordou que o seu Governo e o anterior Executivo alemão de Angela Merkel comunicaram "muito claramente" aos Estados Unidos, um firme opositor do projecto, a forma de proceder face ao Nord Stream 2.

Numa referência à recusa alemã de fornecer armamento à Ucrânia, uma posição reafirmada, segunda-feira, em Kiev por Annalena Baerbock, chefe da Diplomacia de Berlim, Scholz sublinhou que a Alemanha aplica "desde há algum tempo" a estratégia de não exportar armamento letal, uma posição que se mantém apesar da mudança de Executivo. Pelo contrário, sublinhou o chanceler, o essencial consiste em dialogar "a nível europeu" sobre a forma de garantir uma situação que "termine com a escalada" e que garanta não existirem riscos para a integridade territorial da Ucrânia.

Por sua vez, Stoltenberg disse existirem membros da NATO que estão dispostos a fornecer armas letais à Ucrânia, pelo facto de existirem diversas abordagens, mas evitou posicionar-se sobre esta questão. "A NATO apoia a Ucrânia, apoiamo-la politicamente na prática, apoiando as suas instituições de defesa, por exemplo com o treino e a melhoria das capacidades da sua marinha", assegurou.

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