Cultura

“Nascido no Escuro” tem estreia adiada

Miguel Ângelo | Huambo

Jornalista

A pré-estreia do filme “Nascido no Escuro”, inicialmente prevista para o passado dia 30 de Dezembro do ano passado, na Biblioteca Provincial do Huambo, foi cancelada, em obediência ao Decreto Presidencial, sobre o Estado de Calamidade Pública, informou, domingo (2), o realizador.

03/01/2022  Última atualização 10H24
Cartaz da produção nacional cancelada devido à pandemia © Fotografia por: DR
António Guimarães disse, ao Jornal de Angola, que a expectativa do público "era enorme”, em particular por serem rostos conhecidos, entre os quais os actores Nelson N’hanga, Iza Binga, Isolete Laurindo, Morena Oliveira, Preta Fino, Augusto Sambimbi, Valentina Romeu, Abílio Carlos, Setenta e Três, Lucas Quietas, Eivo Santos e Sandra Marquês.

Em breve, informou, vai ser anunciada uma nova data, tendo em conta o diploma que rege as actividades culturais, como cinema e teatro, em todo o país. Para o realizador, o cancelamento não atrapalha os planos já traçados. "Espero fazer uma apresentação à altura das pessoas que acreditam no cinema angolano”, justificou, acrescentando que s ingressos adquiridos continuam válidos. A produção do filme esteve a cargo da Cinelife Films, TP Films e Nevaflor. A gravação teve a duração de 16 meses e contou com a participação de 20 actores do Huambo, que tiveram, em três meses, um ciclo de formação em cinema e televisão, promovido pela equipa de realização.

O realizador explicou, ainda, que a pretensão inicial era fazer uma mini-série, para a televisão e a Internet, com duas temporadas, de  oito episódios cada, de 40 minutos, avaliado em três milhões e 500 mil kwanzas, mas desistiu devido às várias dificuldades financeiras.

"Nascido no Escuro”, frisou, foi feito em cinco partes. A primeira teve um orçamento de 500 mil kwanzas. O filme, de acção, é uma narrativa sobre a família, corrupção, criminalidade e religião. O drama tem como protagonista o coronel Pena, infernizado por corruptos e criminosos.  

"O contexto histórico do filme é um paralelo à realidade actual e procura mostrar o crescimento exponencial de famílias desestruturadas e a luta frenética contra a corrupção. A ideia é dar ao espectador um vislumbre do quotidiano, mas numa perspectiva futurista”, disse.

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